Linux Caixa Mágica

Desktop Pro

Versão 10












http://www.caixamagica.pt


Março 2005 – Versão 1.0






Ficha técnica:


Título: Caixa Mágica Desktop 10, Versão 1.0

Autores: Flávio Moringa, Gonçalo Silva, Jorge Raimundo, Paulo Trezentos, Susana Nunes


Caixa Mágica, Lisboa 2005





Índice

1. Guia rápido de utilização da Caixa Mágica

2. Instalação

2.1. Arranque do Instalador

2.2. Instalação

2.2.1. Licas - Modo Texto

3.2.2. xLicas - Modo Gráfico

3.2.3. Conclusão da Instalação

3. Primeira Utilização

3.1. Conceitos Fundamentais

3.1.1. Utilizador e Superutilizador (root)

3.1.2. Adicionar/Remover Utilizadores

3.2. Entrar no Sistema (Login)

3.2.1. Login em modo de texto

3.2.2. Login em modo gráfico

4. KDE - Gestor de Janelas

5.1. Conceito

4.2. Ergonomia e principais elementos de utilização

4.2.1. Ambiente de Trabalho

4.2.2. Lixo

4.2.3. O Meu Computador

4.2.4. Navegação na Rede Local

4.2.5. Barra de Ferramentas

4.2.5. Relógio (Data / Hora)

4.3. Manusear Janelas de Trabalho

4.4. Teclas Importantes

4.5. Configuração do Ambiente de Trabalho

4.5.1. Fundo do Ecrã

4.5.3. Posição do clique do rato

4.5. Protectores de Ecrã

4.6. Gestor de Ficheiros - Konqueror

4.6.1. Criar Directorias (Pastas)

4.6.2. Remover Directorias (Pastas) e Ficheiros

4.6.3. Copiar/Colar Ficheiros e/ou Directorias

4.6.4. Procurar Ficheiros/Directorias

4.6.5. Compactar/Descompactar Ficheiros

4.7. Processos

4.8. Disquetes e CD-ROM

5. Principais Aplicações

5.1. Acessórios

5.1.1. Ark - Ferramenta de Armazenamento

5.1.2. KCalc - Calculadora

6.1.3. KFloppy - Formatador de disquetes

5.1.4. KOrganizer - Calendário

5.1.5. KolourPaint - Programa de Pintura

5.1.6. KWrite - Editor de texto

5.2. Caixa Mágica

5.2.1. Documentação

5.2.2. xLucas

5.3. Gráficos

5.3.1. Gimp - Editor de Imagens

5.3.1.1. Script-Fu

5.3.1.2. Captura de Imagens

5.3.2. KView - Visualizador de Imagens

5.4. Jogos

5.5. Internet

5.5.1. Kopete - Mensageiros

5.5.2. Thunderbird - Cliente de Email

5.5.3. KNode - Fóruns (News)

5.5.4. Gestor de Downloads

5.5.5. KSirc - Cliente de IRC

5.5.6. KPPP - Ligar Internet via Modem

5.5.7. Mozilla Firefox - Navegador de Internet

5.5.8. aMule - Partilha de Ficheiros

5.5.9. KBear - Transferência de Ficheiros (FTP)

5.6. Multimédia

5.6.1. K3b - Gravador de CD's e DVD's

5.6.2. KsCD - Leitor de Áudio

5.6.3. KMix - Mesa de Mistura

5.6.5. amaroK - Reprodutor de Áudio

5.6.6. Kaffeine - Reprodutor Video

5.7. Office

5.7.1. OpenOffice.org

5.7.1.1. Aplicação de apresentações

5.7.1.2. Folha de Cálculo

5.7.1.3. Documento de Texto

5.7.1.4. Desenho Vectorial

5.7.2. Software de Gestão M16e - Evaristo

6. Configuração do Sistema

6.1. Arquitectura

6.2. Configurações Gerais

6.2.1. Arranque do Sistema

6.2.1.1. Login

6.2.1.2. Configuração do Gestor de Arranque (GRUB)

6.2.2. Configuração Regional

6.2.2.1. Linguagem

6.2.2.2. Fuso Horário

6.2.2.3. Relógio

6.2.4. Disquete de Recuperação

6.2.5. X-Windows

6.3. Configurações de Hardware

6.3.1. Teclado

6.3.2. Rato

6.3.3. Modem

6.3.4. Impressora

6.3.5. Placa de Som

6.3.5. Placa de Rede

6.4. Configurações de Rede

6.4.1. Nome/Domínio

6.4.2. Rede Local

6.4.3. Acesso à Internet

6.4.3.1. Internet por Cabo

6.4.3.2. Internet por ADSL

6.4.3.3. Internet por Linha Telefónica

6.5. Administração do Sistema

6.5.1. Gestão de Utilizadores

6.5.2. Gestão de Grupo

6.5.3. Adicionar Programas

6.5.4. Detecção de Hardware

6.5.5. Configuração de Serviços

6.5.6. Configuração de Bluetooth

6.5.7. Actualizações Automáticas de Pacotes

7. Glossário

8. Anexos

8.1. Licença GPL

8.2. Condições de suporte do Linux Caixa Mágica 10 Pro

8.2.1. Suporte via Web

8.2.2. Suporte via Telefone

9. Índice remissivo



Índice de Figuras

Figura 2.1: Imagem que antecede o arranque

Figura 2.2: Primeiro ecrã do Licas (instalador)

Figura 2.3: Primeiro ecrã do xLicas (instalador)

Figura 2.4: Tipo de Instalação (Licas)

Figura 2.5: Ajuda (Licas)

Figura 2.6: Selecção Rato (Licas)

Figura 2.7: Outros Tipos de Rato (Licas)

Figura 2.8: Teste do Rato (Licas)

Figura 2.9: Teclado (Licas)

Figura 2.10: Fuso Horário (Licas)

Figura 2.11: Tipo de Instalação (Licas)

Figura 2.12: Tipo de Particionamento (Licas)

Figura 2.13: Particionamento Automático (Licas)

Figura 2.14: Particionamento Manual (Licas)

Figura 2.15: Particionamento Manual - Editar (Licas)

Figura 2.16: Particionamento Manual - Apagar (Licas)

Figura 2.17: Instalação Personalizada (Licas)

Figura 2.18: Instalação de Pacotes (Licas)

Figura 2.19: Configuração do GRUB (Licas)

Figura 2.20: Configuração GRUB - Manual I (Licas)

Figura 2.21: Configuração GRUB - Manual II (Licas)

Figura 2.22: Inserção da palavra-passe de root (Licas)

Figura 2.23: Inserção de utilizadores (Licas)

Figura 2.24: Hardware detectado (Licas)

Figura 2.25: Configurações de Rede (Licas)

Figura 2.26: Configuração da Rede Local (Licas)

Figura 2.27: Configuração de Rede Local - DHCP (Licas)

Figura 2.28: Configuração de Rede Local - Endereços Estáticos (Licas)

Figura 2.29: Configuração Acesso Internet Directo (Licas)

Figura 2.30: Configuração de Modem - ISP (Licas)

Figura 2.31: Configuração de Modem ADSL (Licas)

Figura 2.32: Configuração do Monitor (Licas)

Figura 2.33: Disquete de arranque (Licas)

Figura 2.34: Final da Instalação (Licas)

Figura 2.35: Quatro áreas de navegação essenciais (xLicas)

Figura 2.36: Selecção de Nova Instalação ou Actualização (xLicas)

Figura 2.37: Teclado (xLicas)

Figura 2.38: Fuso Horário (xLicas)

Figura 2.39: Tipo de Particionamento (xLicas)

Figura 2.40: Tipo de Particionamento - automático (xLicas)

Figura 2.41: Particionamento Manual (xLicas)

Figura 2.42: Particionamento Manual - Editar (xLicas)

Figura 2.43: Particionamento Manual - Finalização (xLicas)

Figura 2.44: Tipo de instalação (xLicas)

Figura 2.45: Escolha de Categorias (xLicas)

Figura 2.46: Configuração GRUB (xLicas)

Figura 2.47: Configuração GRUB - Manual I (xLicas)

Figura 2.48: Configuração GRUB - Manual II (xLicas)

Figura 2.49: Inserção da palavra-passe de root (xLicas)

Figura 2.50: Confirmação da palavra-passe (xLicas)

Figura 2.51: Introdução utilizadores (xLicas)

Figura 2.52: Criação de disquete de arranque (xLicas)

Figura 2.53: Hardware detectado (xLicas)

Figura 2.54: Configuração do Monitor (xLicas)

Figura 2.55: Configurações de Rede (xLicas)

Figura 2.56: Configuração da Rede Local (xLicas)

Figura 2.57: Configuração de Rede Local - DHCP (xLicas)

Figura 2.58: Configuração de Rede Local - Endereços Estáticos (Licas)

Figura 2.59: Configuração Acesso à Internet (xLicas)

Figura 2.60: Configuração de Modem (xLicas)

Figura 2.61: Configuração de Modem ADSL (Licas)

Figura 2.62: Instalação de Pacotes (xLicas)

Figura 2.63: Finalização de instalação(xLicas)

Figura 3.1: Autenticação no Sistema

Figura 3.2: Gestão de Utilizadores (xLucas)

Figura 3.3: Adicionar utilizador (xLucas)

Figura 3.4: Login em modo de texto (consola)

Figura 4.1: Aparência do KDE na Caixa Mágica

Figura 4.2: Gestor de janelas Window Maker

Figura 4.3: Esquema representativo da organização das aplicações gráficas

Figura 4.4: Áreas mais importantes do ambiente KDE

Figura 4.5: Inserir ícone

Figura 4.6: Criar atalho

Figura 4.7: Lixo vazio Figura 4.8: Lixo cheio

Figura 4.7: Lixo vazio Figura 4.8: Lixo cheio

Figura 4.9: Esvaziar Lixo

Figura 4.10: O meu computador

Figura 4.11: Navegação na Rede Local

Figura 4.12: Barra de ferramentas do KDE

Figura 4.13: Adicionar ícone à barra de ferramentas

Figura 4.14: Calendário

Figura 4.15: Menu do relógio

Figura 4.16: Aplicação Ark

Figura 4.17: Encerramento do KDE

Figura 4.18: Mudança de ecrã no KDE

Figura 4.19: Menu K

Figura 4.20: Execução de um comando no KDE

Figura 4.21: Vigilante do sistema KDE

Figura 4.22: Centro de controlo do KDE

Figura 4.23: Fundo do ecrã com uma única cor

Figura 4.24: Fundo do ecrã com gradiente em pirâmide

Figura 4.25: Fundo do ecrã com imagem

Figura 4.26: Fundo do ecrã com imagem e mistura

Figura 4.27: Tipos de Letra

Figura 4.28: Definição de Cores

Figura 4.29: Definição do Estilo

Figura 4.30: Configuração do rato - Esquerdino

Figura 4.31: Protector de Ecrã

Figura 4.32: Gestor de Ficheiros Konqueror

Figura 4.33: Criação de directorias

Figura 4.34: Mover para o Lixo ou Apagar

Figura 4.35: Copiar / Colar / Mover

Figura 4.36: Procurar ficheiros

Figura 4.37: Ficheiro compactado

Figura 4.38: Aplicação Ark

Figura 4.39: Processos

Figura 4.40: Processos

Figura 5.1: Menu de aplicações

Figura 5.2: Menu de aplicações - Acessórios

Figura 5.3: Ark -Ferramenta de Armazenamento

Figura 5.4: KCalc - Calculadora

Figura 5.5: KCalc - Configuração da calculadora

Figura 5.6: Formatador de Disquetes

Figura 5.7: KOrganizer - Calendário

Figura 5.8: KolourPaint - Programa de Pintura

Figura 5.9: KWrite - Editor de Texto

Figura 5.10: Menu Caixa Mágica

Figura 5.11: Manual do Utilizador - CM

Figura 5.12: xLucas

Figura 5.13: Menu Gráficos

Figura 5.14: Gimp - Editor de Imagens

Figura 5.15: Gimp - Dicas

Figura 5.16: Gimp - Efeitos sobre imagem

Figura 5.17: Gimp - Captura de imagens

Figura 5.18: Menus do Gimp

Figura 5.19: KView - Visualizador de Imagens

Figura 5.20: KView - Abrir Imagens

Figura 5.21: KView - Listar Imagens

Figura 5.22: Menu Jogos

Figura 5.23: Jogos

Figura 5.24: Menu Internet

Figura 5.25: Kopete - Mensageiro

Figura 5.26: Thunderbird - Cliente de email

Figura 5.27: KNode - Fóruns (newsgroups)

Figura 5.28: KNode - Configuração

Figura 5.29: KNode - Servidor de Notícias

Figura 5.30: KNode - Servidor de Correio

Figura 5.31: KGet - Gestor de downloads

Figura 5.32: KGet - Configuração

Figura 5.33: Cliente de IRC - KSirc

Figura 5.34: KSirc - Configuração

Figura 5.35: KSirc - Configurar servidor

Figura 5.36: KPPP - Configurador

Figura 5.37: KPPP - Assistente

Figura 5.38: KPPP - Selecção do país

Figura 5.39: KPPP - Selecção do ISP

Figura 5.40: KPPP - Utilizador / senha

Figura 5.41: KPPP - Prefixo

Figura 5.42: Mozilla Firefox - Navegador de Internet

Figura 5.43: Mozilla Firefox - Pesquisa

Figura 5.44: aMule - Preferências - Geral

Figura 5.45: aMule - Preferências - Directórios

Figura 5.46: aMule - Servidores

Figura 5.47: aMule - Pesquisas

Figura 5.48: Transferência de ficheiros

Figura 5.49: Menu Multimédia

Figura 5.50: K3b - Configuração

Figura 5.51: K3b - Gravação de CD's / DVD's

Figura 5.52: K3b - Novo Projecto de CD de Dados

Figura 5.53: K3b - Gravação de CD de dados

Figura 5.54: K3b - Avançado

Figura 5.55: K3b - Copiar um CD

Figura 5.56: K3b - Limpar CD regravável

Figura 5.57: K3b - Formatar DVD regravável

Figura 5.58: KsCD - Leitor de CD Áudio

Figura 5.59: KsCD - Configurações

Figura 5.60: KMix - Mesa de mistura

Figura 5.61: KMix - Restaurar mesa de mistura

Figura 5.62: amaroK

Figura 5.63: amaroK - Assistente da Primeira Execução I

Figura 5.64: amaroK - Assistente da Primeira Execução II

Figura 5.65: amaroK - Lista de Reprodução

Figura 5.66: Kaffeine

Figura 5.67: Kaffeine - Ajudante de Instalação I

Figura 5.68: Kaffeine - Ajudante de Instalação II

Figura 5.69: Kaffeine -Configuração Avançada

Figura 5.70: Kaffeine - Abrir Ficheiro Video

Figura 5.71: Menu Office

Figura 5.72: OpenOffice.org - Apresentações

Figura 5.73: OpenOffice.org - Folha de Cálculo

Figura 5.74: OpenOffice.org - Documento de Texto

Figura 5.75: OpenOffice.org - Documento de Texto / Guardar Como

Figura 5.76: OpenOffice.org - Desenho

Figura 5.77: Evaristo – postgresql.conf

Figura 5.78: Evaristo – pg_hba.conf

Figura 5.79: Evaristo (Software de Gestão – M16e)

Figura 6.1: Arquitectura do Linux Caixa Mágica

Figura 6.2: xLucas - Ecrã Principal

Figura 6.3: Tipo de Login

Figura 6.4: Configuração do GRUB

Figura 6.5: Configuração do GRUB - Adicionar nova entrada

Figura 6.6: Definição da linguagem

Figura 6.7: Definição do fuso horário

Figura 6.8: Configuração da Data e Hora

Figura 6.9: Disquete de arranque/recuperação

Figura 6.10: Configuração de X-Windows

Figura 6.11: Configuração Automática de X-Windows

Figura 6.12: Configuração do Teclado

Figura 6.13: Configurar Rato

Figura 6.14: Configuração do Modem

Figura 6.15: Assistente de Adição de Impressora I

Figura 6.16: Assistente de Adição de Impressora II

Figura 6.17: Assistente de Adição de Impressora III

Figura 6.18: Assistente de Adição de Impressora IV

Figura 6.19: Assistente de Adição de Impressora IV

Figura 6.20: Assistente de Adição de Impressora V

Figura 6.21: Assistente de Adição de Impressora VI

Figura 6.22: Configuração da Placa de Som

Figura 6.23: Adicionar Placa de Som

Figura 6.24: Configuração da Placa de Rede

Figura 6.25: Adicionar Placa de Rede

Figura 6.26: Configurações do nome e domínio do computador

Figura 6.27: Configurações de Rede

Figura 6.28: Configuração de uma placa de rede

Figura 6.29: Configuração de uma placa de rede wireless

Figura 6.30: Ligação à Internet por Cabo

Figura 6.31: Ligação à Internet por ADSL

Figura 6.32: Ligação à Internet por ADSL - Configurador I

Figura 6.33: Ligação à Internet por ADSL - Configurador II

Figura 6.34: Ligação à Internet por ADSL - Configurador III

Figura 6.35: Ligação à Internet por ADSL - Configurador IV

Figura 6.36: Ligação à Internet por ADSL - Configurador V

Figura 6.37: Ligação à Internet por ADSL - Configurador VI

Figura 6.38: Ligação à Internet por Linha Telefónica

Figura 6.39: Adicionar Nova Ligação à Internet

Figura 6.40: Gestão de Utilizadores

Figura 6.41: Gestão de Utilizadores - Adicionar

Figura 6.42: Gestão de Grupos

Figura 6.43: Gestão de Grupos - Adicionar

Figura 6.44: Gestor de Pacotes Synaptic

Figura 6.45: Gestor de Pacotes Synaptic - Propriedades

Figura 6.46: Gestor de Pacotes Synaptic - Estado

Figura 6.47: Gestor de Pacotes Synaptic - Secções

Figura 6.48: Gestor de Pacotes Synaptic - Procurar

Figura 6.49: Gestor de Pacotes Synaptic - Filtros à Medida

Figura 6.50: Gestor de Pacotes Synaptic - Repositórios

Figura 6.51: Gestor de Pacotes Synaptic - Adicionar CD-ROM I

Figura 6.52: Gestor de Pacotes Synaptic - Adicionar CD-ROM II

Figura 6.53: Detecção Automática de Hardware

Figura 6.54: Serviços Daemon

Figura 6.55: Serviços Xinetd

Figura 6.56: Configuração Bluetooth

Figura 6.57: Actualização Automática de Pacotes

Figura 6.58: Configuração de Servidor Proxy



Índice de tabelas

Tabela 4.1: Teclas importantes

Tabela 5.1: OpenOffice.org - Teclas de edição




1. Instalação

1.1. Arranque do Instalador


Para instalar a Caixa Mágica deverá ter em seu poder:






Nesse momento, precisa de inserir o CD-ROM no respectivo leitor e reiniciar o computador.



Figura 1.1: Imagem que antecede o arranque


A instalação da Caixa Mágica é feita através de um programa chamado xLicas. Esse programa é responsável por preparar e guiar o utilizador na instalação, encontrando-se o mesmo no CD-ROM da distribuição Caixa Mágica.


Para o executar, insira o CD1 da Caixa Mágica no leitor de CD-ROM's e reinicie o computador.


Se o computador não for muito antigo (tiver aproximadamente menos de quatro anos...) então deverá arrancar com o instalador a partir do CD-ROM.


Saberá que o arranque foi bem sucedido se aparecer a imagem da figura 1.1 no ecrã.


Se a imagem não aparecer após o reiniciar do computador e este tiver arrancado com o sistema operativo usual, isso significa que uma de duas situações se verifica:



No caso de o seu computador não estar configurado para, durante a sequência de arranque, ler do CD-ROM isso significa que deverá proceder a algumas alterações na BIOS. A BIOS é o chip, ou seja, o circuito integrado que de entre outras funções está encarregue de chamar o primeiro programa a ser executado.


A sequência de arranque da BIOS é geralmente: disquete, disco. Isto é, numa primeira fase tentar arrancar de disquete, e numa segunda fase e apenas se a primeira falhar arrancar do disco.


Neste caso, interessa-nos arrancar na seguinte sequência: CD-ROM, disco, disquete. Em primeiro lugar, deve estar o CD-ROM, porque é aí que se encontra o instalador da Caixa Mágica.


Para proceder a esta configuração deverá no arranque do computador entrar para o software e configuração da BIOS. A forma de entrar neste software varia de computador para computador, mas geralmente é efectuado através da pressão da tecla "ESCAPE", "F1" ou "DELETE" do computador.


Depois de entrar no software da BIOS, deverá encontrar a opção da sequência de arranque. Esta opção varia mais uma vez de fabricante mas é vulgar estar presente sobre a designação "Boot sequence". Após ter colocado o CD-ROM em primeiro lugar dessa opção deverá gravar, sair e reiniciar o computador.


1.2. Instalação


A instalação da Caixa Mágica é realizada pelo Licas - (L)icas é o (I)nstalador de (C)onfiguração e (A)rranque do (S)istema.


O Licas é um instalador que acompanha o utilizador pelos passos necessários à instalação e à configuração do sistema operativo.


Existem duas versões do Licas, uma implementada em modo texto e outra em modo gráfico.



Figura 1.2: Primeiro ecrã do Licas (instalador)

A versão modo texto, a que carinhosamente chamámos Licas, tem exactamente as mesmas funcionalidades que a versão em modo gráfico, mas é destinada a computadores com características técnicas mais fracas. Se durante o arranque do instalador lhe for colocado um ecrã a lembrar os antigos programas DOS, é esse o caso (figura 1.2).


Por outro lado, para os computadores mais modernos, a Caixa Mágica disponibiliza uma versão do instalador que aproveita os recursos gráficos mais avançados, o xLicas (o "x" vem do facto de correr em X, o ambiente de janelas do Linux).



Figura 1.3: Primeiro ecrã do xLicas (instalador)

Cada uma das versões do instalador vai ser tratada em detalhe nas próximas secções.


Se possível, utilize a versão em modo gráfico – xLicas.



1.2.1. Licas - Modo Texto


O Licas é o instalador da Caixa Mágica desenvolvido em modo texto. Concretamente, implementado sobre a biblioteca Newt.


A instalação da Caixa Mágica é realizada através de um número reduzido de passos. O passo actual é identificado pelo número com cor diferente no rodapé da aplicação do lado esquerdo (figura 1.2).


O primeiro ecrã, o de boas vindas, é representado na figura 1.2. Para seguir na instalação deverá pressionar a tecla ENTER quando o botão activo for “Continuar”.


A Navegação dentro do Licas é bastante simples e intuitiva. Aqui ficam algumas ajudas.


  • Ajuda - todos os ecrãs têm ajuda e esta pode ser visualizada através da tecla F1.

  • Esquerda - para deslocar o botão activo para a esquerda deverá pressionar a tecla de cursor esquerda (representado no teclado por uma seta).

  • Direita - para deslocar o botão activo para a direita pressionar a tecla de cursos direita (representado no teclado por uma seta). Em alternativa poderá utilizar a tecla TAB (tecla localizada na parte direita do teclado com duas setas em sentidos opostos).

  • Seleccionar - se desejar seleccionar uma opção deverá pressionar a barra de espaços.

  • Voltar ao ecrã anterior - para regressar ao ecrã anterior deverá escolher o botão "Voltar". Por razões técnicas, nem sempre é possível esta opção estar presente.



O segundo ecrã do Licas destina-se à selecção do tipo de instalação (figura 1.4), ou seja, se pretende iniciar uma nova instalação ou se fazer uma actualização uma versão anterior do Linux Caixa Mágica.




Figura 1.4: Tipo de Instalação (Licas)

Como atrás foi dito, poderá ter acesso à ajuda de cada ecrã pressionando a tecla F1. A figura 1.5 é um exemplo dessa ajuda.



Figura 1.5: Ajuda (Licas)

O ecrã de selecção de rato (mouse) permite escolher o tipo de rato que o seu sistema possui (figura 1.6). Por omissão, é apresentado o tipo de rato que foi detectado e que deve ser adequado ao seu sistema.



Figura 1.6: Selecção Rato (Licas)

Contudo a detecção é falível pelo que se tiver a certeza sobre o tipo de rato que possui deverá escolhê-lo aqui.


Se possuir um tipo de rato que não se encontra neste menu, escolha "Outros tipos de rato" para ter acesso ao próximo ecrã (figura 1.7). Se não escolheu esta opção saltará imediatamente para um ecrã semelhante ao apresentado na figura 1.8.



Figura 1.7: Outros Tipos de Rato (Licas)

Neste ecrã tem uma lista mais vasta de tipos de ratos, para selecções mais complicadas. Se tiver dúvidas, consulte o manual que acompanha o seu rato ou o sítio Internet do fabricante do mesmo.


Para identificar o tipo de rato pode seguir as seguintes pistas:


  • Rato Série - este tipo de rato era mais vulgar há alguns anos. Encontra-se predominadamente nos computadores mais antigos e, como o nome indica, está ligado à porta de série (RS 232) do computador. Esta porta tem os pinos dispostos na horizontal, com duas fileiras. A fileira de baixo tem 4 pinos e a de cima tem 5. A porta de série do PC é macho e a do rato é fêmea.

  • Rato PS/2 - este rato também já se encontra um pouco desactualizado, nem equipa já os computadores de origem. Tem uma ficha horizontal (igual à do teclado) que também é conhecido por minidim ou de 9 contactos.

  • Rato PS/2 com roda

  • Rato USB - o rato USB é o mais vulgar nos dias de hoje. A ficha é achatada e encaixada num slot horizontal do PC.


Após a configuração por parte do utilizador do rato, este pode ser testado. Se ao movimentar o rato, o cursor circula no ecrã isso é sinal que foi bem configurado e poderá continuar a instalação.


Se tiver existido algum problema, tem a opção de retornar atrás para escolher um outro rato ou avançar mesmo com o anteriormente escolhido e não detectado.


Após a configuração de rato, é necessário configurar o teclado.



Figura 1.8: Teste do Rato (Licas)

Consoante a configuração do teclado, poderá ter acesso ou não à acentuação característica da língua portuguesa.



Figura 1.9: Teclado (Licas)

Neste ecrã poderá definir qual o seu fuso horário consoante a sua localização geográfica. A hora do seu computador será estabelecida em função da sua escolha.



Figura 1.10: Fuso Horário (Licas)

De seguida, segue-se a parte da selecção do tipo de instalação dos pacotes (figura 1.11). Neste ecrã, será colocada a questão sobre que tipo de instalação pretende: "Instalação Completa" ou "Instalação Personalizada". No caso de pretender configurar exactamente os pacotes a instalar, deverá escolher esta última, tendo noutro ecrã a opção de escolher os pacotes a instalar por categoria.



Figura 1.11: Tipo de Instalação (Licas)

Na primeira e segunda opção serão instalados automaticamente pacotes relativos ao perfil escolhido.


Chegada a esta parte da instalação é necessário definir como o disco rígido irá estar organizado. Para isso, são definidas partições.


Existem duas formas de definir partições: "Automática" ou "Manual". A primeira (automática) é aconselhável quando se tem um disco especificamente destinado ao Linux Caixa Mágica. Utilizadores iniciados que tenham um disco só para Linux deverão seleccionar essa hipótese. Quem quiser instalar a Caixa Mágica num computador com outro sistema operativo previamente instalado e que o deseje manter, não deverá escolher a opção "Automático".



Figura 1.12: Tipo de Particionamento (Licas)

No particionamento automático, os discos rígidos instalados no seu computador são automaticamente detectados. Deverá escolher aquele em que pretende instalar a Caixa Mágica. Depois de escolher e confirmar, o Licas irá particioná-lo e formatá-lo.


O particionamento manual envolve a definição das partições individualmente por parte do utilizador. Na janela "Partições Manuais" (figura 1.14) encontrará os diferentes discos identificados na primeira coluna. Cada disco tem assignado as partições que o compõem, distinguíveis por estarem ligeiramente identadas. No topo da janela tem informação relativa aos discos encontrados.



Figura 1.13: Particionamento Automático (Licas)

Normalmente, numa instalação da Caixa Mágica são criadas quatro partições:



A figura 1.14 revela-nos que na instalação em causa tinha sido detectado um disco ("Disco 1"), sendo este disco composto por quatro partições.


Sobre cada partição existem quatro colunas com informação. A primeira coluna - "Disco/Part" - dá-nos a designação da partição propriamente dita. Por exemplo, hda1.


A segunda coluna informa-nos sobre o local onde essa partição irá ser montada. Cada partição é montada sobre uma localização específica onde o utilizador poderá mais tarde acedê-la. No Linux, apenas é obrigatória haver uma aprtição cujo ponto de montagem (mounting point) é a "/" (lê-se root). É bastante vulgar haver partições cujo ponto de montagem é a directoria "/boot" ou "/home".


O sistema de ficheiros para formatar essa partição é dado pela terceira coluna - "SistemaFich". O sistema de ficheiros actualmente utilizado em Linux é ext3, ou seja, extended 3.



Figura 1.14: Particionamento Manual (Licas)

Por fim, temos o tamanho que essa partição possui, em MegaBytes.


Existem quatro operações que pode realizar sobre uma partição: adicionar, editar, apagar e ajustar.






Figura 1.15: Particionamento Manual - Editar (Licas)



Como atrás foi referido, neste ecrã é possível definir o ponto de montagem de uma partição. Poderá optar por uma das localizações propostas (/, /boot, /home ou /usr) ou definir uma qualquer outra, através do quinto campo. É mandatório haver uma partição com o ponto de montagem "/", que é o local onde serão colocados os ficheiros (programas) a instalar. É também aconselhada a existência de uma partição com o ponto de montagem "/boot".



Figura 1.16: Particionamento Manual - Apagar (Licas)

Ao optar por apagar uma partição terá um ecrã onde será confirmada a sua opção. No caso de prosseguir, a sua partição será apagada com todos os documentos nela armazenados. Não existem ferramentas para reverter esta operação, pelo que deverá ter a certeza que a operação será realizada sobre a partição correcta.


Depois de definidas as partições do disco, caso tenha seleccionado "Instalação Personalizada" anteriormente, segue-se a escolha das categorias que serão instaladas no sistema (figura 1.17).



Figura 1.17: Instalação Personalizada (Licas)

O passo seguinte é uma fase potencialmente demorada onde os pacotes serão instalados. Poderá acompanhar a instalação dos mesmos pela barra de evolução.




Figura 1.18: Instalação de Pacotes (Licas)

Para, no arranque do computador, poder seleccionar qual o sistema operativo a inicializar terá de configurar o GRUB (GRand Unified Bootloader). No caso de seleccionar uma configuração automática do GRUB, este detectará automaticamente as partições do seu disco e encarregar-se-á colocar as entradas dos sistemas operativos encontrados no menu de arranque (figura 1.19).



Figura 1.19: Configuração do GRUB (Licas)

Na configuração manual do GRUB (figura 1.20) poderá optar por instalá-lo no primeiro sector do primeiro disco, chamado de MBR (Master Boot Record), ou colocá-lo no primeiro sector da partição que contêm a root (/).



Figura 1.20: Configuração GRUB - Manual I (Licas)

Caso não tenha mais nenhum gestor de arranque instalado, deverá seleccionar "Automática" ou "Manual". No caso de ter um gestor instalado e este incluir na configuração a partição Linux, então escolha a opção "Não instalar".


Por cada sistema operativo deverá adicionar uma entrada ao GRUB (figura 1.21). Se tiver instalado, por exemplo, o Linux e o Windows no disco (o primeiro sistema em /dev/hda2 e o segundo em /dev/hda1) deverá adicionar duas entradas.


Assim, poderia primeiro adicionar uma entrada escrevendo "Caixa Mágica" no campo "Introduza o nome da entrada". Depois seleccionar a partição na janela Partição a partir do qual será feito o arranque (a partição cujo ponto de montagem é "/boot" ou, no caso de esta não existir, a partição cujo ponto de montagem é "/"), neste caso "/dev/hda2". Finalmente, pressionar o botão "Adicionar".



Figura 1.21: Configuração GRUB - Manual II (Licas)

De seguida, para adicionar o Windows segue-se os mesmos passos: escrever "Windows" no nome da entrada, seleccionar a partição onde se encontra instalado (/dev/hda1) e pressionar o botão "Adicionar".


No arranque do computador irá aparecer um menu com as entradas adicionadas anteriormente. Para arrancar para um dos sistemas operativos seleccione a entrada utilizando as teclas cursoras.


No passo seguinte é necessário definir a palavra-passe de administrador.


Um sistema Linux sendo multi-utilizador pode autorizar o acesso a diferentes utilizadores. Cada utilizador tem permissões de acesso ao sistema diferentes.



Figura 1.22: Inserção da palavra-passe de root (Licas)

Existe, no entanto, um utilizador principal que tem permissões ilimitadas sobre todos os recursos do sistema. Esse utilizador é chamado de "root".


Deverá, então, inserir a palavra-passe do "root" neste ecrã (figura 1.22) e pressionar o botão "Continuar".



Figura 1.23: Inserção de utilizadores (Licas)

Como atrás foi referido, o seu sistema pode permitir acesso a vários utilizadores.


No ecrã seguinte (figura 1.23) deverá criar os utilizadores que acederão ao sistema após este estar instalado, devendo configurar nesse momento a palavra-passe (password) a utilizar pelos mesmos. Estes utilizadores não terão permissões de alteração de configurações de sistema.


O Licas possui capacidade de detecção do hardware incluído no seu sistema (figura 1.24). Neste ecrã ser-lhe-á mostrado qual o hardware que foi detectado automaticamente.



Figura 1.24: Hardware detectado (Licas)

Prosseguindo com a instalação, segue-se a configuração de rede (figura 1.25).


Se possui uma ligação à Internet através de uma placa de rede pressione "Acesso a rede local". Se, por outro lado, possui uma ligação através de um modem analógico ou adsl pressione "Acesso Internet Directo".


Em relação à rede local, esta pode ser configurada quer por DHCP quer por endereços IP estáticos, isto é, inserindo-os no ecrã de configuração.


Se seleccionou configurar a placa de rede através de DHCP apenas é necessário inserir o nome que irá identificar o seu computador (hostname) e pressionar em "Continuar" (figura 1.27).



Figura 1.25: Configurações de Rede (Licas)

Se por outro lado pretende inserir os endereços IP deve-se seleccionar “Não” no ecrã da figura 1.27 e no ecrã seguinte deve seleccionar a placa de rede que pretende configurar.



Figura 1.26: Configuração da Rede Local (Licas)

Depois, para configurar a placa seleccionada (figura 1.28), é necessário inserir o nome do computador (hostname) e os seguintes endereços: placa de rede, máscara da rede (netmask), gateway e servidor de domínios (DNS).



Figura 1.27: Configuração de Rede Local - DHCP (Licas)



Figura 1.28: Configuração de Rede Local - Endereços Estáticos (Licas)

Para configurar um modem analógico terá que aceder a outro ecrã. Após pressionar "Acesso Internet Directo" pressione em "Modem" (figura 1.29).



Figura 1.29: Configuração Acesso Internet Directo (Licas)

Em primeiro lugar deve seleccionar a porta onde se encontra instalado o modem e pressionar "OK". No ecrã seguinte (figura 1.30) deverá inserir a configuração do seu fornecedor de Internet: nome da ligação, número de telefone, login e palavra-passe.



Figura 1.30: Configuração de Modem - ISP (Licas)

No caso de se tratar da configuração de um modem adsl, apenas terá que pressionar o botão "ADSL" (figura 1.29) e a ligação será configurada (figura 1.31). Após a instalação e o primeiro arranque deverá prosseguir com a configuração do seu modem através do xLucas -> Internet (ver capitulo 5).



Figura 1.31: Configuração de Modem ADSL (Licas)

Segue-se a configuração do monitor (figura 1.32). Aqui é apenas necessário seleccionar o tamanho do seu monitor. Caso esteja a instalar a Caixa Mágica num computador portátil, deve apenas seleccionar a opção "Monitor Portátil", a configuração do tamanho será feita em função desta opção.



Figura 1.32: Configuração do Monitor (Licas)

Mesmo no caso de não pretender instalar o GRUB no MBR, poderá iniciar o Linux de uma outra forma, através do recurso a uma disquete de arranque (figura 1.33). Atenção, todo o conteúdo da disquete será apagado neste passo.



Figura 1.33: Disquete de arranque (Licas)


Depois de criar a disquete de arranque e ter terminado a instalação, poderá reiniciar o computador com a disquete inserida na drive e verificará que o Linux será inicializado.



Figura 1.34: Final da Instalação (Licas)

A figura 1.34 mostra o ecrã final da instalação. Se chegar a este ponto, significará que a instalação da Caixa Mágica decorreu com sucesso. Retire o CD-ROM do leitor e a disquete de arranque (caso tenha feito uma), e reinicie o computador. Aproveite o seu recém-instalado Linux Caixa Mágica.



1.2.2. xLicas - Modo Gráfico


O xLicas é a versão gráfica do instalador da Caixa Mágica.


Por ser mais exigente quanto aos requisitos de hardware necessário poderá não ser executado em todos os computadores. Nesse caso, o Licas - descrito na secção anterior - será o responsável pela instalação.


A navegação no xLicas é realizada de uma forma intuitiva. Concretamente, ao utilizador é pedido que em cada ecrã: (1) seleccione uma opção e (2) pressione o botão "Continuar".


Para (1) seleccionar uma opção deve marcar na área central do ecrã a opção correspondente (na figura 1.35 essa opção corresponde à escolha de uma nova instalação). As opções estarão sempre presentes nesta área do ecrã. Sempre que uma das opções estiver marcada significa que está activa. Se a opção por omissão coincidir com a sua, não carece de a marcar.



Figura 1.35: Quatro áreas de navegação essenciais (xLicas)

Depois de seleccionada a opção desejada, deverá (2) pressionar o botão "Continuar" que está situado no canto inferior direito.


No caso de necessitar de ajuda terá ao longo de toda a instalação uma janela do lado direito com instruções adicionais.


Durante toda a instalação terá a hipótese de retornar a ecrãs anteriores. Para tal poderá utilizar o botão "Voltar" ou pressionar sobre um dos quadrados com números representados no fundo do ecrã. Cada número corresponde a um ecrã.


O quadrado com o número de cor laranja significa que esse ecrã é o actual, onde o utilizador se encontra. Os quadrados a azul claro significa que não estão activos e que o utilizador não pode aceder-lhes. Os quadrados a azul mais forte representam os ecrãs pelo qual os utilizadores já passaram e que poderão regressar, precisando apenas de pressionar sobre os mesmos.


Atenção: Caso possua um rato USB, a selecção das opções durante a instalação é feita utilizando o botão do meio ou com os botões direito e esquerdo em simultâneo.


Logo após o ecrã de boas vindas, será necessário seleccionar se pretende iniciar uma nova instalação ou se fazer uma actualização uma versão anterior do Linux Caixa Mágica (figura 1.36).



Figura 1.36: Selecção de Nova Instalação ou Actualização (xLicas)

No ecrã da figura 1.37 deverá escolher quer o rato quer o teclado que possui. Relativamente ao teclado, as opções são "Teclado Português" (por omissão) e "Teclado Americano". As opções que tomar irá reflectir-se-ão na sua utilização do Linux, podendo mais tarde alterar estas opções através do xLucas.



Figura 1.37: Teclado (xLicas)

No ecrã Fuso Horário (figura 1.38) deverá optar pelo localização geográfica onde se encontra. Esta opção reflectirá mais tarde a hora do seu computador.



Figura 1.38: Fuso Horário (xLicas)

Chegada a esta parte da instalação é necessário definir como o disco rígido irá estar organizado. Para isso, são definidas partições (figura 1.39).



Figura 1.39: Tipo de Particionamento (xLicas)

Existem duas formas de definir partições: Automática ou Manual. A primeira (automática) é aconselhável quando se tem um disco especificamente destinado ao Linux Caixa Mágica. Utilizadores iniciados que tenham um disco só para Linux deverão seleccionar essa hipótese. Quem quiser instalar a Caixa Mágica num computador com outro sistema operativo previamente instalado e que o deseje manter, não deverá escolher a opção "Particionamento automático".


No particionamento automático, os discos rígidos instalados no seu computador são automaticamente detectados. Deverá escolher aquele em que pretende instalar a Caixa Mágica. Depois de escolher e confirmar, o xLicas irá particioná-lo e formatá-lo (figura 1.40).


Ao optar por Partições automáticas, toda a informação do disco que escolher será apagada.

Se tiver partições com informação, elas serão automaticamente apagadas.

Escolha apenas esta opção se tiver seguro de que a partição não contém informação mais tarde necessárias.



Figura 1.40: Tipo de Particionamento - automático (xLicas)

O particionamento manual envolve a definição das partições individualmente e por parte do utilizador.


Numa instalação da Caixa Mágica são, normalmente, criadas quatro partições:



Na primeira coluna da janela "Partições" encontrará os diferentes discos identificados (figura 1.41). Cada disco tem assignado as partições que o compõem, distinguíveis por estarem ligeiramente indentadas. No topo da janela, tem informação relativa aos discos encontrados.


A figura 1.40 revela-nos que na instalação em causa tinha sido detectado um disco (Disco 1) composto por cinco partições.


Sobre cada partição existe quatro colunas de informação. A primeira coluna - "Discos" - dá-nos a designação da partição propriamente dita, por exemplo, "hda1". A segunda coluna informa-nos sobre o local ("Directório") onde essa partição irá ser montada. Cada partição é montada sobre uma localização específica onde o utilizador poderá mais tarde acedê-la.


Num sistema Linux, apenas é mandatório haver uma partição cujo ponto de montagem (mounting point) é a "/" (lê-se "root") e uma partição com linux-swap como sistema de ficheiros.


O sistema de ficheiros utilizado para formatar essa partição é dado pela terceira coluna, "Tipo". O sistema de ficheiros vulgarmente utilizado em Linux é "ext3", ou seja, extended 3.



Figura 1.41: Particionamento Manual (xLicas)

Por fim, temos o tamanho que essa partição possui, em MegaBytes.


Existem quatro operações que pode realizar sobre uma partição: adicionar, editar, apagar e ajustar.






Figura 1.42: Particionamento Manual - Editar (xLicas)


Atenção: ajustar uma partição é uma operação tecnicamente difícil de onde poderão surgir complicações. Aconselha-se os utilizadores a fazerem cópias de segurança das partições que decidirem aumentar ou diminuir como forma de salvaguardar eventuais problemas.


Cada operação tem um botão associado, por baixo da informação sobre os discos e partições.


Alguns dos botões desencadeiam o aparecimento de campos do lado direito da janela com informação sobre os discos, pelo que deverá estar com atenção a essa zona (figura 1.42).


Como atrás foi referido, neste ecrã é possível definir o ponto de montagem de uma partição. Poderá optar por uma das localizações propostas (/, /boot, /home e ou /usr) ou definir uma qualquer outra, escrevendo directamente sobre o campo localizado na aprte dierita do ecrã e com a etiqueta "Directório".


No final de ter introduzido o directório que quer associar à partição, pressione o botão "Aceitar" do lado direito do ecrã.



Figura 1.43: Particionamento Manual - Finalização (xLicas)

Como foi indicado previamente, a Caixa Mágica oferece a possibilidade de um utilizador redimensionar uma partição que já tenha instalado outro sistema operativo, se tal partição tiver espaço livre. No caso de carregar no botão "Redimensionar", a parte direita do instalador oferece um campo em que deverá indicar o novo tamanho que pretende atribuir à partição.


Por último, após definidas as partições, pressione o botão "Continuar" (figura 1.43).


Após ter criado as partições, segue-se a parte da instalação dos pacotes. Neste ecrã, será colocada a questão sobre que tipo de instalação pretende: Completa ou Personalizada. No caso de pretender seleccionar quais os pacotes a instalar, deverá escolher esta última. Se optar antes por "Completa" apenas serão instalados os pacotes dirigidos a uma versão de estação de trabalho.



Figura 1.44: Tipo de instalação (xLicas)

No caso de seleccionar a opção "Personalizada" no ecrã anterior, surgirá um ecrã como o da figura 1.45 em que poderá optar pelas categorias de software que deseja instalar.


Se tiver optado por "Instalação Completa", este ecrã não será exibido e saltará directamente para o ecrã do gestor de arranque GRUB (GRand Unified Bootloader).



Figura 1.45: Escolha de Categorias (xLicas)

Para poder optar no arranque do computador pelo sistema operativo a inicializar terá de instalar o GRUB. Caso opte pela configuração automática do GRUB, este irá detectar quais os sistemas operativos que estão instalados no computador e criar uma entrada para cada um deles no menu de arranque.



É sugerida a escolha de Grub Automático devido a estar altamente optimizado para reconhecer diferentes configurações de partições.



Figura 1.46: Configuração GRUB (xLicas)

Na configuração manual do GRUB poderá optar por instalá-lo no primeiro sector do primeiro disco, chamado de MBR (Master Boot Record), ou no primeiro sector da partição que contém a root ("/"). Caso não tenha mais nenhum gestor de arranque instalado, deverá optar pela primeira. Se, por outro lado, tiver um gestor de arranque instalado e incluir na configuração do mesmo a partição Linux, então escolha a segunda hipótese. Em caso de dúvida escolha a primeira opção.



Figura 1.47: Configuração GRUB - Manual I (xLicas)

Por cada sistema operativo deverá adicionar uma entrada ao GRUB (figura 1.48). Se tiver instalado, por exemplo, o Linux e o Windows no disco (o primeiro sistema em /dev/hda2 e o segundo em /dev/hda1) deverá adicionar duas entradas.



Figura 1.48: Configuração GRUB - Manual II (xLicas)

Assim, poderia primeiro adicionar uma entrada escrevendo "Caixa Mágica" no campo "Introduza o nome da entrada". Depois seleccionar a partição na janela "Partição" a partir do qual será feito o arranque (a partição cujo ponto de montagem é "/boot" ou, no caso de esta não existir, a partição cujo ponto de montagem é "/"), neste caso "/dev/hda2". Finalmente, pressionar o botão "Adicionar".


De seguida, para adicionar o Windows segue-se os mesmos passos: escrever "Windows" no nome da entrada, seleccionar a partição onde se encontra instalado (/dev/hda1) e pressionar o botão "Adicionar".


No arranque do computador irá aparecer um menu com as entradas adicionadas anteriormente. Para arrancar para um dos sistemas operativos seleccione a entrada utilizando as teclas cursoras.



Figura 1.49: Inserção da palavra-passe de root (xLicas)

No passo seguinte é necessário definir a palavra-passe (password) de administrador.


Um sistema Linux sendo multi-utilizador pode autorizar o acesso a diferentes utilizadores. Cada utilizador tem permissões de acesso ao sistema diferentes. Existe um utilizador principal que tem permissões ilimitadas sobre todos os recursos do sistema, que é chamado de "root".


Neste ecrã (figura 1.49) deverá configurar a palavra-passe desse utilizador. Após a instalação do sistema, apenas deverá utilizar a conta de "root" para fazer configurações de sistema.


Ao carregar no botão "confirmar", a palavra-passe será validada. Se for válida um ecrã semelhante ao apresentado na figura 1.50 surgirá. Se, por outro lado, for inválida deverá introduzir uma nova palavra-passe e a sua confirmação.


Depois de ultrapassada esta fase, carregue no botão "Aceitar" para passar ao ecrã seguinte.



Figura 1.50: Confirmação da palavra-passe (xLicas)

Como atrás foi referido, o seu sistema pode permitir acesso a diferentes utilizadores. Neste ecrã deverá criar os utilizadores que acederão ao sistema que está a ser instalado. Estes utilizadores não terão permissões de alteração de configurações do sistema. Pode inserir tantos quantos queira, devendo configurar nesse momento a palavra-passe (password) a utilizar pelos mesmos.



Figura 1.51: Introdução utilizadores (xLicas)

Mesmo no caso de não pretender instalar o GRUB no MBR, poderá iniciar o Linux de uma outra forma, através do recurso a uma disquete de arranque (figura 1.52). Atenção, todo o conteúdo da disquete será apagado neste passo.



Figura 1.52: Criação de disquete de arranque (xLicas)

Depois de criar a disquete de arranque e ter terminado a instalação, poderá reiniciar o computador com a disquete inserida na drive e verificará que o Linux será inicializado.



Figura 1.53: Hardware detectado (xLicas)

O xLicas possui capacidade de detecção do hardware incluído no seu sistema (figura 1.53). Neste ecrã ser-lhe-á mostrado qual o hardware que foi detectado automaticamente.



Figura 1.54: Configuração do Monitor (xLicas)

Segue-se a configuração do monitor (figura 1.54). Aqui é apenas necessário seleccionar o tamanho do seu monitor. Caso esteja a instalar a Caixa Mágica num computador portátil, deve apenas seleccionar a opção "Monitor Portátil", a configuração do tamanho será feita em função desta opção.

Continuando a instalação, segue-se a configuração de rede (figura 1.55).



Figura 1.55: Configurações de Rede (xLicas)

Se possui uma ligação à Internet através de uma placa de rede pressione "Acesso a rede local". Se, por outro lado, possui uma ligação através de um modem analógico ou adsl pressione "Acesso à Internet".



Figura 1.56: Configuração da Rede Local (xLicas)


Em relação à rede local, esta pode ser configurada quer por DHCP quer por endereços IP estáticos, isto é, inserindo-os no ecrã de configuração.



Figura 1.57: Configuração de Rede Local - DHCP (xLicas)

Se seleccionou configurar a placa de rede através de DHCP, será preciso seleccionar qual a placa a configurar e inserir o nome completo do seu computador (por exemplo, “cxm.caixamagica.pt”) e pressionar em "Continuar" (figura 1.57).



Figura 1.58: Configuração de Rede Local - Endereços Estáticos (Licas)

Caso o seu computador não pertença a um domínio, poderá simplesmente atribuir-lhe um nome (por exemplo, “cmagica”).


Se por outro lado pretende inserir os endereços IP deve-se seleccionar "Não" no ecrã da figura 1.56 e no ecrã seguinte deve seleccionar a placa de rede que pretende configurar.


Depois, para configurar a placa seleccionada (figura 1.58), é necessário inserir o nome do computador e os seguintes endereços: placa de rede, máscara da rede, gateway e servidor de nomes.



Figura 1.59: Configuração Acesso à Internet (xLicas)

Para configurar um modem analógico terá que aceder a outro ecrã. Após pressionar "Acesso à Internet" pressione em "Modem" (figura 2.59).


Neste ecrã deve seleccionar a porta onde se encontra instalado o modem e deverá inserir a configuração do seu fornecedor de Internet: nome da ligação, número de telefone, login e palavra-passe (figura 1.60).


No caso de se tratar da configuração de um modem adsl, apenas terá que pressionar o botão "ADSL" (figura 1.60) e a ligação será configurada (figura 1.61).



Figura 1.60: Configuração de Modem (xLicas)

Após a instalação e o primeiro arranque deverá prosseguir com a configuração do seu modem através do xLucas -> Internet (ver capitulo 6).



Figura 1.61: Configuração de Modem ADSL (Licas)

O passo seguinte é uma fase potencialmente demorada onde os pacotes serão instalados. Poderá acompanhar a instalação dos mesmos pela barra de evolução.



Figura 1.62: Instalação de Pacotes (xLicas)

Quando a instalação de pacotes tiver terminado, aparecerá um novo ecrã onde deverá pressionar em "Aceitar" (figura 1.63) para reiniciar o seu computador. Poderá então desfrutar do seu Linux Caixa Mágica.



Figura 1.63: Finalização de instalação(xLicas)



1.2.3. Conclusão da Instalação


Se tudo tiver corrido bem nos passos anteriores, a instalação do Linux Caixa Mágica estará concluída.


Mesmo que algum passo não tenha sido realizado de forma correcta, segundo as características do seu computador, terá oportunidade de corrigi-lo já dentro do sistema.


Proceda agora ao arranque do sistema e deverá surgir-lhe um ecrã com as opções de arranque. Cada opção é correspondente a um sistema operativo que esteja instalado no seu computador. Se só tiver o Linux Caixa Mágica, então deverão surgir-lhe duas opções: Caixa Magica e CM(Modo Seguro). Deverá seleccionar a opção Caixa Magica.


Após a selecção da opção adequada recorrendo às teclas de cursor (setas), pressione a tecla ENTER.


A equipa da Caixa Mágica deseja-lhe uma boa utilização.

2. Primeira Utilização

Vamos começar por abordar a primeira utilização, isto é, o momento seguinte à instalação em que reinicia o seu computador.


2.1. Conceitos Fundamentais


O Linux como qualquer sistema baseado em Unix apresenta uma lógica de utilização que preserva a segurança do sistema. Esse é um dos aspectos fundamentais que o tem tornado o sistema operativo com maior crescimento no mundo.


Assim, na lógica nativa do Linux existe uma divisão entre o administrador da máquina (ou superutilizador) e o utilizador sem privilégios.



2.1.1. Utilizador e Superutilizador (root)


Antes de compreendermos o conceito de utilizador e o superutilizador (root), é importante revermos alguma terminologia.


No Linux um utilizador pode ser identificado, consoante o contexto, de três formas diferentes:



O superutilizador, ou root, é o administrador do sistema. Apenas ele poderá executar alguns comandos e tarefas a que o utilizador normal não tem acesso. Assim, foi definido com o objectivo de um utilizador não poder comprometer a estabilidade do sistema realizando operações que o pusessem em perigo.


Um exemplo possível é o utilizador iniciado que, ao executar um comando, inadvertidamente apague os ficheiros essenciais para o funcionamento do sistema. Se apenas o superutilizador tiver permissão de os apagar, existirão certamente menos probabilidades de isto acontecer.


É em parte por esta filosofia que praticamente não existem vírus para o sistema operativo Linux, pois o vírus pode chegar ao computador do utilizador, mas não poderá propagar-se devido às permissões sobre os ficheiros lhe ser negado.


Em Linux, o login do administrador é root2 e é este o nome que deverá utilizar quando quiser aceder ao sistema com permissões totais.


Só deve trabalhar como superutilizador (root) quando realmente estiver a executar tarefas de administração do sistema. De outra forma, compromete a segurança do mesmo.


O superutilizador tem uma área de trabalho definida a partir da raiz do sistema: /root.


Devido às características do utilizador root, certifique-se que a senhao é divulgada junto dos restantes utilizadores do sistema.


Quando definir essa senha para o root, tente não escolher palavras que constem no dicionário mas caracteres arbitrários e que para uma outra pessoa não tenha nenhum significado. Não só pode, como deve, utilizar números e acentuação.


O utilizador é tipicamente uma pessoa que trabalhará regularmente no sistema, tendo uma área própria que se encontra no directório /home/(nome do utilizador).


Todos os ficheiros criados pelo utilizador serão guardados na sua própria área, à qual os outros utilizadores não têm acesso, a não ser que o superutilizador (root) assim defina.



Lembremos que na instalação do Linux Caixa Mágica inserimos o superutilizador (root) com uma senha e que tivemos a possibilidade de adicionar utilizadores. Caso não tenhamos adicionado utilizadores no sistema, vamos aprender como adicioná-los pois, conforme já foi explicado acima, não é boa política trabalharmos como root.




2.1.2. Adicionar/Remover Utilizadores


Para adicionar um novo utilizador, deve-se em primeiro lugar entrar como root. Para isto basta digitar o login e a senha (password) na caixa de diálogo conforme a figura 2.1 com o gestor de janelas KDE seleccionado.



Figura 2.1: Autenticação no Sistema

Agora que já estamos a trabalhar como root, podemos aceder ao xLucas3 que é o configurador do Caixa Mágica4.


Para executar o xLucas, devemos pressionar o ícone correspondente disponível na barra de ferramentas ou através do menu K -> Caixa Mágica -> xLucas, e seleccionar "Utilizadores"..


Surgirá então um ecrã semelhante ao apresentado na figura 2.2.


É no xLucas que vamos inserir o nosso primeiro utilizador (se este não tiver sido inserido durante a instalação).



Figura 2.2: Gestão de Utilizadores (xLucas)

Na caixa de diálogo temos numa sub-janela em cima com os utilizadores que já foram adicionados ao sistema. Várias opções podem ser executadas a partir deste ecrã:


Para já, escolhemos o botão Adicionar.



Figura 2.3: Adicionar utilizador (xLucas)

Na caixa de diálogo da figura 2.3 devemos preencher os seguintes campos:



Após termos os dados preenchidos, basta seleccionar o botão "Continuar" e as opções ficam novamente disponíveis para inserir novos utilizadores.


Caso queiramos sair basta clicar no botão "Fechar".


Com o utilizador já inserido, vamos sair do xLucas pressionando o botão "X" no canto superior direito da janela.


Tendo o novo utilizador criado, podemos sair do sistema e voltar a entrar com o seu login.


2.2. Entrar no Sistema (Login)


A utilização do sistema Linux Caixa Mágica começará através de um login5, que basicamente serve para o utilizador se autenticar no sistema e, após uma identificação positiva, este lhe possa conceder as permissões correctas de acesso a recursos de sistema.


Existem dois tipos de autenticação possível no sistema: consola/modo texto ou gráfico.



2.2.1. Login em modo de texto


Inicialmente, o Linux apenas dispunha de autenticação em modo texto, semelhante ao mostrado na figura 2.4. Após a correcta introdução do par login/password então é que o utilizador poderia executar o ambiente de janelas (X).


Para entrar no seu sistema em modo texto, introduza o seu login e password. Se estes estiverem correctos, o sistema dar-lhe-á acesso aos recursos de sistema, não através de um interface gráfico, mas sim através de uma linha de comandos, também chamada de "consola" ou "shell"6.



Figura 2.4: Login em modo de texto (consola)

Para os utilizadores menos experientes, um ambiente de modo texto como o atrás apresentado pode ser algo constrangedor, pelo que se desenvolveu uma forma de autenticação mais gráfico, que é apresentado na sub-secção seguinte e é baseada em X-Windows.



2.2.2. Login em modo gráfico


Usando as características gráficas do X, podemos ter acesso a um tipo de autenticação em modo gráfico.

Naturalmente que se durante a instalação, o Licas/xLicas não conseguiu configurar correctamente o X-Windows, a autenticação em ambiente gráfico não se encontrará disponível. Nesse caso, deverá fazer entrar no sistema em modo texto e configurar o X-Windows.


Na figura 2.1 apresentamos o KDM, o sistema gráfico de autenticação do KDE. Contudo, se o utilizador decidir não instalar o KDE poderá ter acesso a um ambiente gráfico mas através do XDM. O XDM também é gráfico, mas tem menos opções que o KDM.


Neste livro, dado usarmos o KDE para explicar os conceitos inerentes à utilização de um Linux Caixa Mágica gráfico, continuaremos a explicar o KDM, mas os conceitos aplicam-se da mesma forma ao XDM.


Na caixa de diálogo da figura 2.1, vamos introduzir o utilizador, a sua senha e clicar no botão "OK" ou pressionar a tecla ENTER.


Por omissão (default), o Linux Caixa Mágica definiu como gestor de janelas7 o KDE, por se tratar de um ambiente amigável, fácil de trabalhar e com muitas ferramentas essenciais de utilização no dia-a-dia.


Uma das vantagens do ambiente Linux é possuir não apenas um gestor de janelas mas sim vários, podendo o utilizador escolher o que mais lhe agradar.


No entanto caso tenha interesse em escolher outro, basta carregar em "Menu" e depois em "Tipo de Sessão", seleccionar na lista o gestor de janelas e, por último, carregar no botão "Ligar" para entrar.


3. KDE - Gestor de Janelas

Nesta secção será explicado o funcionamento do ambiente gráfico disponível no seu Linux Caixa Mágica, o KDE.



Figura 3.1: Aparência do KDE na Caixa Mágica

No caso de não ter instalado o KDE ou ter escolhido uma aparência leve, então não terá disponível o KDE, mas outro gestor de janelas: o Window Maker.


O Window Maker (figura 3.2) é um gestor de janelas leve que lhe permite tirar o maior partido do seu computador.



Figura 3.2: Gestor de janelas Window Maker

3.1. Conceito


Para explicar o KDE e o conceito de janelas, vamos começar por perceber como internamente como funciona o Linux em termos gráficos. O utilizador que não tiver curiosidade sobre a forma como este funciona e estiver desejoso por experimentar o seu novo ambiente, sugerimos que salte para a secção seguinte.



Aplicações (OpenOffice, ...)


Aplicações (OpenOffice, ...)

KDM, Window Maker, ...


FVWM2 (Ultra leve)

KDE



XFree 86 (servidor de X)


XFree 86 (servidor de X)

(Linux Kernel)


Linux (Kernel)

Figura 3.3: Esquema representativo da organização das aplicações gráficas

Na verdade, quando o nosso Linux Caixa Mágica arranca em modo gráfico, não estamos a utilizar um único programa, mas vários.


A figura 3.3 esquematiza os diferentes níveis de aplicações que tornam possível a utilização de uma aplicação em gráfica.


Conceptualmente, em cima do Kernel, está o XFree868. O XFree86 é a implementação de X Windows utilizada pelo Linux e por alguns outros sistemas operativos da família Linux.


Conhecido como servidor de X, é ele o responsável pela detecção das diferentes placas gráficas e pelo seu suporte. Intuitivamente, podemos entender como uma aplicação que centraliza os drivers das placas gráficas e fornece às aplicações uma forma de lhes aceder.


Em contacto com o XFree86, mas a um nível conceptual mais alto, temos o ambiente de janelas, neste caso representado através do KDE9.


O ambiente de janelas é responsável por toda a gestão do interface, como menus, barras de janelas, aspecto exterior das mesmas, cópia e colagem de conteúdo entre aplicações, etc...


Outro ambiente de janelas que como o KDE também é amplamente conhecido é o Gnome10. Apesar de ter muitos adeptos, a Caixa Mágica achou que o KDE tinha um desenvolvimento mais amadurecido e congregou esforços na sua optimização.


Na figura 3.3, incluído na camada do KDE está o gestor de janelas. O gestor de janelas, é responsável por um subconjunto mais específico de tarefas do Ambiente de janelas. Concretamente, a manipulação e aspecto gráfico exterior das mesmas.


O KDE vem, por omissão, com um gestor de janelas incluído, o KWM. Contudo, o utilizador é livre de lhe instalar por cima um outro gestor de janelas, como foi exemplificado no esquema.


Note-se que, em alternativa, podemos prescindir de ter um ambiente integrado do tipo Ambiente de janelas / Gestor de janelas e optar por termos apenas um simples gestor de janelas, necessariamente com menos funcionalidades, mas muito mais rápido.


É esse o caso representado do esquema da direita da figura 3.3 e que já atrás falámos.


3.2. Ergonomia e principais elementos de utilização

Voltando ao KDE, e ao seu aspecto, podemos identificar várias áreas importantes.



Figura 3.4: Áreas mais importantes do ambiente KDE

No fundo do ecrã, onde encontramos o logotipo do Linux Caixa Mágica, temos a área de trabalho onde residem as aplicações que estão em execução (símbolo G da figura 3.4).


Nessa mesma área, existem diversos ícones que constituem uma forma de acesso rápido a aplicações ou tarefas. São o caso do símbolo F (O meu computador), o símbolo H (Lixo) e do símbolo I (Navegação na Rede Local) da figura 3.4. Ambos são descritos nas próximas secções.


Na parte inferior do ecrã, temos a barra a barra de ferramentas representada pelo símbolo D que contêm ícones com diversas funções.


Os ícones agrupados em torno do símbolo E11 têm informações como a data / hora e acesso a outras aplicações que estejam a correr no sistema.


Uma explicação mais completa da barra de ferramentas é dada na secção 4.2.4.


Por fim, no canto inferior direito, temos o botão K de acesso a aplicações (símbolo A).


O ambiente que foi brevemente descrito nos últimos parágrafos e vai ser aprofundado nas próximas secções é totalmente configurável.


As diversas configurações encontram-se no Centro de Controlo do KDE, que fica nos ícones "Ambiente de Trabalho" e "Aparência e Temas", ou em alternativa, se pressionarmos o botão direito do rato no fundo do ecrã e escolhermos a opção "Configurar o Ecrã...". Para mais informações sobre a configuração do ambiente consulte a secção 4.5.



3.2.1. Ambiente de Trabalho


O Ambiente de Trabalho é toda a área que ocupa quase todo o ecrã e onde as aplicações em execução se encontram. O fundo do ambiente de trabalho é por omissão o logotipo da Caixa Mágica.


Existem 2 ambientes virtuais e podemos ter diferentes aplicações abertas em cada um deles e em simultâneo. A mudança entre cada um dos ambientes virtuais é realizada através do ícone correspondente na barra de ferramentas (explicado na secção 4.2.4).



Figura 3.5: Inserir ícone

Para inserirmos novos ícones no nosso ambiente de trabalho, basta clicarmos com o botão direito do rato no fundo do ecrã e no menu de contexto escolher a opção "Criar Novo". Aparecerá então uma lista com as várias categorias de ícones que podemos inserir (figura 3.5).


Para inserirmos uma aplicação, escolhemos a opção "Ficheiro", depois "Atalho para Aplicação..." e indicamos na caixa de diálogo (separador "Geral") o nome da aplicação, no separador "Aplicação" inserimos a localização para que ele possa ser executado quando o ícone for pressionado (figura 3.6).



Figura 3.6: Criar atalho

3.2.2. Lixo

O Lixo (símbolo H da figura 3.4) é o local onde ficam guardados os ficheiros/directorias que foram enviados para lá, ou seja, apagados da sua localização anterior (símbolo H da figura 3.4).


Para enviarmos uma directoria ou um ficheiro para o Lixo, podemos fazê-lo arrastando para dentro do ícone representado no ambiente de trabalho (figura 3.7) ou seleccionando a opção "Mover para o Lixo" do menu de contexto do Konqueror.


Quando o Lixo encontra-se cheio, ou seja com ficheiros/directorias que foram apagados, o formato do ícone aparece em forma de um caixote de lixo cheio (figura 3.8).








Figura 3.7: Lixo vazio Figura 3.8: Lixo cheio


Se realmente desejarmos eliminar o conteúdo que se encontra no Lixo, devemos clicar com o botão direito do rato em cima do ícone ou clicarmos no fundo do ambiente do lixo aberto, onde estaremos a visualizar os ficheiros/directorias que foram apagados e escolhermos a opção "Esvaziar o Caixote do Lixo" ( figura 3.9).



Figura 3.9: Esvaziar Lixo


A vantagem que temos em enviar os ficheiros que são apagados para o lixo é que temos a opção de recuperá-los.

Para isso, basta clicar no ícone Lixo e será aberto o ambiente do Konqueror com os ficheiros/directorias que foram apagados, bastando então copiá-los para o local de origem ou outro desejado.



3.2.3. O Meu Computador

O Meu Computador (símbolo F da figura 3.4) é o Ambiente do Konqueror onde o utilizador poderá visualizar todas directorias, ficheiros e periféricos (disquete, cdrom,...) que tem no seu sistema, além de executar algumas funções básicas do sistema.


Quando carrega duplamente no ícone "O Meu Computador" surge-lhe uma imagem semelhante à representada na figura 3.10 que lhe dá acesso aos principais periféricos do seu computador.



Figura 3.10: O meu computador


3.2.4. Navegação na Rede Local


A Navegação na Rede Local (símbolo I da figura 3.4) permite visualizar graficamente outros computadores configurados em rede. Para isso é necessário que o seu computador tenha pelo menos uma placa de rede configurada.



Figura 3.11: Navegação na Rede Local


3.2.5. Barra de Ferramentas

A barra de ferramentas do KDE, localizada na parte inferior do ecrã, tem um aspecto semelhante ao apresentado na figura 3.12.



Figura 3.12: Barra de ferramentas do KDE

Cada um dos seus ícones tem, como era de esperar, uma função. Vamos então rever cada um deles.



Menu K - Possibilidade de iniciar diversas aplicações que já acompanham o KDE, assim como aceder a diversas configurações do sistema.


A minha área - Esta pasta contém os arquivos pessoais acessíveis através do Konqueror, que é o gestor de ficheiros e pastas (directorias). é a pasta de trabalho do utilizador.


Terminal - Clicamos neste ícone para abrirmos um terminal de linha de comandos do Linux Caixa Mágica.


xLucas - Aqui poderá configurar e administrar o seu sistema. Esta aplicação será explicada no capítulo 6.


Navegação - Clicamos neste ícone para navegarmos na Internet através do Mozilla Firefox. Detalhes sobre este procedimento serão explicados no capítulo 5.4.8. Principais Aplicações de Internet.


Email - Acesso ao Mozilla Thunderbird, cliente de correio electrónico.


Mostrar o Ecrã - Minimiza todas as janelas que se encontram abertas, mostrando somente o fundo. Clicando novamente retorna as janelas ao tamanho original (restore).


Ecrã 1 / 2 - Alterna entre os ecrãs virtuais. É possível acrescentarmos mais ecrãs, para isso, com o botão direito do rato no fundo do ecrã, escolhemos a opção "Configurar o Ecrã ..." e depois "Ecrãs Múltiplos".


Seta para cima - Permite mover, apagar ou configurar cada uma das áreas da barra de ferramentas separadas por este ícone.


Trancar o ecrã - é uma protecção do ecrã de forma a que, se o utilizador se afastar do computador, poderá activá-la para que o seu trabalho não seja visualizado por outra pessoas. Para retornar ao ambiente de trabalho é necessário introduzir a senha do utilizador.


Sair - Sair do ambiente KDE, terminando uma sessão de um utilizador ou reiniciando / desligando o computador.


Interfaces de rede - Mostra quais os interfaces de rede activos e qual a configuração de cada um destes.


Klipper- Ferramenta da Área de Transferência.


KMix - Permite controlar o volume do som do sistema.


Data/Hora - Se clicarmos sobre a data/hora, aparece um calendário para configuração (como representado na figura 3.14).


Seta para direita - Encolhe a barra de ferramenta, escondendo-a. Para voltar ao normal basta clicar novamente no mesmo ícone.



Para adicionar um novo ícone à barra de ferramentas, carregue com o botão direito do rato em cima desta e seleccione "Adicionar" (figura 3.13). De seguida seleccione uma aplicação, uma applet ou um botão a adicionar.


Se quiser alterar a sua posição na barra de ferramentas, carregue de novo com o botão direito do rato em cima do novo ícone, seleccione "Mover o Botão..." e desloque-o até à posição que deseja. Depois é só voltar a carregar no rato e o botão fixa a sua nova posição.



Figura 3.13: Adicionar ícone à barra de ferramentas


3.2.5. Relógio (Data / Hora)

Para visualizar o calendário da barra de ferramentas (figura 3.14), clique com o rato sobre o mesmo.



Figura 3.14: Calendário

O calendário permitir-lhe-á consultar um determinado ano, uma semana deste ou um mês. Para seleccionar um destes pode usar:




Pode também alterar o formato da data editando o campo de texto que a contém.

Para configurar o relógio da barra de ferramentas, tem de pressionar o botão do lado direito sobre o relógio e na caixa de diálogo representada na figura 3.15.



Figura 3.15: Menu do relógio

Nesta caixa de diálogo, temos ainda as hipóteses:



Tipo - Configuramos uma aparência digital, analógica, normal ou estranho.


Mostrar o Fuso-Horário - Mostrar e/ou configurar o fuso horário.


Ajustar Data e Hora - Ajustar a data e a hora através do xLucas.


Copiar para a Área de Transferência – Copia datas e horas para a áera de transferência.


Configurar o Relógio - Configuração do tipo de letra, cores e preferências dos tipos de relógio.


3.3. Manusear Janelas de Trabalho


A título de exemplo utilizaremos o Ark, um arquivador que comprime e agrega ficheiros semelhante ao WinZip, para se perceber como se pode manipular janelas.



Figura 3.16: Aplicação Ark

Ao clicarmos com o botão direito do rato sobre a barra superior da aplicação, surgem diversas operações que podemos executar sobre a mesma janela:




Como vamos ver na próxima secção, algumas destas operações podem ser feitas com combinações de teclas.


3.4. Teclas Importantes

Para optimizar o tempo que se gasta em determinadas operações, o KDE permite-nos utilizar combinações de teclas para aceder automaticamente a algumas das operações mais frequentes.


A tabela 4.1 indica-nos algumas das principais, que iremos examinar mais em pormenor.


Teclas

Acção

CTRL+ALT+DEL

Sair do KDE (terminar sessão do utilizador).

CTRL+Fx

Alternar entre ecrãs virtuais (x=1,2,..).

ALT+F1

Abrir menu K.

ALT+F2

Executar um comando/aplicação inserindo o nome.

ALT+F4

Fechar a janela activa.

ALT+TAB

Alternar entre as aplicações abertas.

CTRL+TAB

Alternar entre ecrãs virtuais.

CTRL+ESC

Chamar o Vigilante do Sistema que permite visualizar os processos do sistema e terminar aqueles que têm comportamento instável.

CTRL+ALT+ESC

Terminar aplicações com comportamento instável.

Tabela 3.1: Teclas importantes

A combinaçãoo de teclas CTRL+ALT+DEL é utilizada quando pretendemos sair do KDE, operação que pode ser realizada utilizando o rato para aceder ao menu de programas e escolhendo "Sair".



Figura 3.17: Encerramento do KDE

Depois de emitirmos a sequência de teclas, o KDE confirma se realmente pretendemos terminar a sessão, como exemplifica a figura 3.17.


Se pressionar simultaneamente a tecla CTRL+Fx (isto é, F1 ou F2 ou F3 ou F4), saltará automaticamente para outro ecrã virtual.


A mudança de ecrã virtual, pode ser igualmente operada através da sequência de teclas CTRL+TAB. Ao pressionar sucessivamente CTRL+TAB, irá sucessivamente saltando entre ecrãs, como poderá verificar pela figura 3.18.



Figura 3.18: Mudança de ecrã no KDE

A combinação de teclas ALT+F1 permitirá abrir o menu de aplicações K numa outra localização do ecrã, sem recorrer ao botão do rato (figura 3.19).



Figura 3.19: Menu K

A combinação de teclas ALT+F2 permitirá lançar uma aplicação através da introdução do seu nome. Assim, para executarmos o Ark (arquivador de ficheiros), bastava fazer ALT+F2 e no campo "Comando:" introduzir o nome ark (figura 3.20). Automaticamente, o KDE lançaria a aplicação Ark.




Figura 3.20: Execução de um comando no KDE


Se simultaneamente pressionar ALT+F4, o KDE encerrará a aplicação activa. Da mesma forma, se pressionar ALT+TAB ele alternará entre as aplicações em execução nesse momento.


A combinação CTRL+ESC permite-nos chamar o vigilante de sistema, que servirá para verificar os processos (aplicações) de sistema e, se assim o desejar, terminá-los (figura 3.21).



Figura 3.21: Vigilante do sistema KDE

Por último, a combinação de teclas CTRL+ALT+ESC permite terminar uma aplicação que mostre um comportamento instável. Ao pressionar nesta combinação, o cursos aparecerá com uma nova imagem, bastando clicar com este em cima da aplicação a terminar.


3.5. Configuração do Ambiente de Trabalho


Nesta secção vamos aprender a configurar o nosso ambiente de trabalho de forma a colocarmos as cores preferidas, imagens e gradientes como fundo do ecrã e tipos de letras.


Para acedermos a estas configurações basta clicarmos no menu K -> Centro de Controlo (figura 3.22).


No ecrã surgem diversas categorias, de entre as quais "Aparência e Comportamento", onde escolhemos a opção "Fundo do Ecrã".


O acesso a esta janela é equivalente a utilizar o menu de contexto que surge quando se clica com o botão direito do rato no fundo do ecrã (escolhendo a opção "Configurar o Ecrã ...").



Figura 3.22: Centro de controlo do KDE


3.5.1. Fundo do Ecrã

Para configurarmos o fundo do ecrã, podemos utilizar vários recursos como uma única cor, gradientes diversos, papel de parede com imagens, etc.


Podemos ter configurações diferentes para os vários ecrãs virtuais, para isto devemos configurar cada um dos ecrãs virtuais em separado, seleccionado no campo "Configuração do ecrã" qual o que se vai configurar.




Figura 3.23: Fundo do ecrã com uma única cor


Para configurar o fundo com uma única cor selecciona-se "Sem imagem" na secção "Fundo" de modo a não ter nenhuma imagem ou apresentação. De seguida "Uma cor" e a respectiva cor na secção "Opções" (figura 3.23).



Figura 3.24: Fundo do ecrã com gradiente em pirâmide

Se se quiser uma cor de fundo com gradiente, em vez de "Uma cor" seleccionamos um dos tipos de gradiente existentes, por exemplo "Gradiente em Pirâmide" no campo "Cores".


Se, por outro lado, pretender colocar uma imagem como fundo de ecrã, seleccione "Imagem" na secção "Fundo", e na secção "Opções" seleccione a posição que a imagem terá no fundo do ecrã.


Para inserir uma imagem basta clicarmos no botão que tem a imagem de pasta e escolher uma directoria onde poderá conter imagens do tipo .jpg, .tif e .gif, de entre outros formatos (figura 3.25).



Figura 3.25: Fundo do ecrã com imagem

A esta imagem de fundo pode-se adicionar misturas de uma determinada cor (figura 3.26). Para isso deve-se seleccionar primeiro uma cor e depois o tipo de mistura e em que proporções no campo "Mistura".



Figura 3.26: Fundo do ecrã com imagem e mistura


3.5.2. Configuração dos Caracteres (fontes) e Cores


Vejamos agora as possíveis configurações para o ambiente de trabalho.



Figura 3.27: Tipos de Letra

Para alterarmos os caracteres do ambiente de trabalho, basta clicar em "Tipos de Letra" do menu "Aparência e Temas" do Centro de Controlo (figura 3.27). Aqui pode-se definir o tamanho e o tipo de letra, por exemplo, da barra de tarefas ou dos títulos das janelas activas.


Utilizadores com deficiências visuais podem escolher letras grandes para facilitar a visualização.




Figura 3.28: Definição de Cores

Para definir as cores das janelas é necessário aceder a outro menu do painel de controlo chamado "Cores" (figura 3.28). Aqui o utilizador pode seleccionar um esquema de cores dos já existentes no sistema ou então definir as cores de cada elemento de uma janela e definir criar um novo esquema.



Figura 3.29: Definição do Estilo

É também possível definir um estilo para o ambiente (figura 3.29). Assim as pessoas que estiverem habituadas a outros sistemas podem modificar esta aparência de modo a se sentirem mais a vontade.



3.5.3. Posição do clique do rato


Esta opção é essencial para utilizadores canhotos, facilitando-os com a inversão do clique do rato do botão direito para o botão esquerdo.


Para efectuar esta configuração, seleccionamos "Periféricos" no menu do Centro de Controlo, de seguida "Rato" e alterar a ordem dos botões para Esquerdino (figura 3.30).



Figura 3.30: Configuração do rato - Esquerdino


3.5. Protectores de Ecrã


O principal objectivo desta função é a protecção do nosso ecrã de trabalho.


Assim, podemos definir algumas configurações para, quando sairmos do nosso computador, não deixarmos que outro utilizador aceda às nossas informações, seja a visualizá-las ou alterá-las.


No Centro de Controlo do KDE (figura 3.22), na categoria "Aparência e Temas", escolhemos a opção "Protector de Ecrã" (figura 3.31).



A opção "Protector de Ecrã" além de ser um bom divertimento, poupa o fósforo do monitor e, portanto, prolonga a vida do mesmo.



Figura 3.31: Protector de Ecrã


Para torna a protecção efectiva em futuras sessões deve seguir os seguintes passos:


  1. Seleccionar o protector de ecrã que se pretende activar da lista apresentada.

  2. Activamos a opção "Iniciar automaticamente" e seleccionar os minutos após os quais é activada a protecção do ecrã.

  3. Em "Pedir uma senha para parar..." activamos para que apenas o utilizador consiga entrar na sua área, pois ao voltar ao trabalho e tocar no rato ou teclado, será requerida a sua senha de utilizador.



Depois de já termos o Protector de Ecrã configurado, podemos activá-lo através do ícone em forma de cadeado que se encontra na barra de ferramentas.


3.6. Gestor de Ficheiros - Konqueror


O Konqueror é o gestor de ficheiros de eleição do KDE.


Gerir ficheiros e pastas (directorias) é uma operação fundamental para qualquer utilizador de informática. Em trabalho ou lazer, existe a necessidade de mudar de localização ficheiros e directorias de forma a ficarem mais organizadas de acordo com a nossa preferência pessoal.



O Konqueror além de gestor de ficheiros prático e fácil de ser utilizado, é um navegador de Internet bastante respeitável pela sua agilidade e rapidez.




Figura 3.32: Gestor de Ficheiros Konqueror

Para iniciar o Gestor de Ficheiros Konqueror basta clicar no ícone "Ficheiros Pessoais" que se encontra na barra de ferramentas, conforme já foi descrito anteriormente (figura 3.32).




3.6.1. Criar Directorias (Pastas)


Os termos "pasta" e "directoria" são utilizados arbitrariamente e têm neste contexto o mesmo significado. O termo técnico de sistemas operativos é "directoria", mas com a recorrente utilização de exploradores de ficheiros gráficos, que representam as directorias como ficheiros, o termo "pasta" vem a ser utilizado com a mesma frequência.


O procedimento é bastante simples (figura 3.33), basta clicar com o botão direito do rato no fundo do ecrã, dentro da directoria seleccionada, e escolher a opção Criar um Novo -> Pasta, escrever o nome da nova dirctoria e clicar em "OK".




Figura 3.33: Criação de directorias


3.6.2. Remover Directorias (Pastas) e Ficheiros


Existem três formas de removermos as directorias e/ou os ficheiros.


Recordemos que o Lixo do KDE é uma directoria em que ficam as pastas e/ou ficheiros que se apagam e que, assim, ainda existe uma forma de recuperá-los.



Figura 3.34: Mover para o Lixo ou Apagar

Os procedimentos para enviar para o Lixo são os seguintes:


    1. Seleccionar a directoria ou ficheiro e pressionar a tecla DELETE, aparecendo a opção de mover a selecção para o Lixo.

    2. Pressionar o botão direito do rato sobre o ficheiro ou pasta que desejamos remover e seleccionar:

      - Mover para o Lixo - move para o Lixo com a possibilidade ainda de ser recuperado;

      - Apagar - apaga não enviando para o lixo, não deixando qualquer possibilidade de recuperação.



3.6.3. Copiar/Colar Ficheiros e/ou Directorias


Estes são procedimentos importantes no dia-a-dia de um utilizador, no entanto vamos mostrar uma maneira bastante facilitada para os realizar.


O mais indicado é termos duas janelas abertas, a primeira deve conter a informação que queremos copiar e a segunda deverá estar aberta na directoria (pasta) onde queremos colar (figura 3.35).



Figura 3.35: Copiar / Colar / Mover

Para abrir uma segunda janela basta duplicar a que se encontra janela pressionando as teclas CTRL+D. Para trocar de níveis de directoria, basta utilizar as setas da barra de menus do Konqueror -> Cima e ir pressionando com o rato nas subdirectorias desejadas.


Após as duas janelas já estarem abertas, vamos então localizar na primeira o ficheiro/directoria que será copiado e deixar na segunda a directoria que receberá a cópia aberta.


Vejamos as duas seguintes formas:


    1. Seleccionar o(s) ficheiro(s) ou a(s) directoria(s) para copiar e com o botão direito do rato escolher "Copiar" (esta informação irá para a área de transferência do KDE). Depois, clique na directoria para onde deseja levar a cópia e novamente com o botão direito do rato, seleccione "Colar".

    2. Arrastar o ficheiro e/ou pasta seleccionado para a directoria de destino em que deseja a cópia. Observe na figura que se obtém além da opção de copiar, a opção de mover (figura 3.35).


Se for necessário refrescar conteúdo de directoria, basta pressionar a tecla F5 e os ficheiros recentemente copiados, poderão assim ser visualizados.



3.6.4. Procurar Ficheiros/Directorias


Para localizar ficheiros e/ou pastas no nosso computador, basta aceder no Konqueror ao menu Ferramentas  Procurar um Ficheiro e aparece uma caixa de diálogo.



Figura 3.36: Procurar ficheiros

Os campos da caixa de diálogo (figura 3.36) têm o seguinte significado:



Pode-se também pesquisar expressões no conteúdo de ficheiros/directorias (separador "Conteúdo") ou através das propriedades destes (separador "Propriedades").



3.6.5. Compactar/Descompactar Ficheiros


O próprio Konqueror gere a compactação e descompactação de ficheiros. Ao visualizarmos uma directoria que contenha ficheiros compactados poderemos notar que o seu ícone é diferenciado com a imagem de um pacote incluída no ícone (figura 3.37).



Figura 3.37: Ficheiro compactado

Normalmente os ficheiros compactados com o comando "tar" são abertos directamente. Para os ficheiros com extensões .zip, .rar, .bz2, etc. o Konqueror abre uma ferramenta chamada "Ark" que permite extrair os ficheiros ou compactar novos ficheiros, como exemplificado na figura 3.38.



Figura 3.38: Aplicação Ark


Para compactar um ficheiro ou uma directoria, basta clicar com o botão direito do rato em cima e escolher a opção Comprimir -> Comprimir Como. Serão apresentadas diversas opções de compactação, tendo apenas que seleccionar uma para criar um ficheiro compactado.


3.7. Processos


Os processos são aplicações/programas que estão a ser executados pelo sistema.


Uma das grandes vantagens do sistema Linux é justamente a capacidade de gestão de processos que possui.


O utilizador pode gerir as suas tarefas, ou seja os seus processos, de diferentes formas. Pode terminá-los caso tenha tido algum problema com um deles, alterar as suas prioridades caso deseje passá-lo à frente de outras tarefas, etc...


Para visualizar os processos do sistema carrega-se no conjunto de teclas CTRL + ESQ e é apresentado ao utilizador a tabela de processos do "Vigilante do Sistema" (figura 3.39).



Figura 3.39: Processos

Para seleccionar um processo pressiona-se simplesmente com o rato sobre o nome da aplicação correspondente. Com o processo seleccionado pode-se clicar em "Terminar" para abortar o processo.



Quando pressionamos CTRL + ALT + DEL, aparece-nos o cursor em forma de uma caveira que serve para clicarmos numa aplicação que esteja com problemas e não conseguimos fechá-la.

Neste caso estamos a terminar o mesmo, ou seja "matá-lo" como se diz na gíria informática.


3.8. Disquetes e CD-ROM


Para visualizar o conteúdo dos CD-ROM's e disquetes basta fazer duplo clique sobre o ícone do dispositivo pretendido em O Meu Computador. Uma nova janela do Konqueror com o conteúdo do dispositivo será aberta (figura 3.40).


De referir que nesta versão da Caixa Mágica já não é necessário desmontar explicitamente o dispositivo, sendo essa operação feita automaticamente quando o dispositivo deixa de ser utiilzado (por exemplo, quando é fechada a janela com o seu conteúdo).



Figura 3.40: Processos

4. Principais Aplicações

Neste capítulo vamos mostrar as principais aplicações instaladas pelo Linux Caixa Mágica, de forma a que o utilizador possa trabalhar no seu computador pessoal, seja na Internet, processador de texto, folha de cálculo ou desenho.


Estando o espírito da Caixa Mágica associado ao software livre, as aplicações indicadas são de uso gratuito e de código fonte disponível.



Figura 4.1: Menu de aplicações

Os próximos capítulos abordarão essas aplicações, com explicações detalhadas sobre como utilizá-las..

Para tal, seguiremos a ordem do menu KDE: Acessórios, Caixa Mágica, Jogos, Gráficos, Internet, Multimédia, Office e Sistema (figura 4.1).


4.1. Acessórios


O grupo de aplicações Acessórios contém um conjunto de programas muito simples mas muito uteis à utilização do sistema.


A figura 5.2 mostra-nos as aplicações disponíveis.



Figura 4.2: Menu de aplicações - Acessórios



4.1.1. Ark - Ferramenta de Armazenamento


O Ark (figura 4.3) permite-nos compactar e descompactar grupos de ficheiros.


Esta aplicação tem a possibilidade de trabalhar com diferentes formatos de ficheiros comprimidos. Concretamente, trabalha com arquivos Tar (*.tar, *.tar.gz, *.tar.bz2, ...), ficheiros UNIX comprimidos (*.gz, *.bz, *.bz2,*.Z, ...), arquivos Zip (*.zip), arquivos Lha (*.lzh) e outros menos conhecidos.


Para compactar um grupo de ficheiros pode utilizar o Konqueror (como indicado na secção 4.6) ou utilizar directamente esta aplicação.


Para realizar esta operação (compactar) escolha a opção "Novo" no menu "Ficheiro" ou pressione o ícone com a forma de um ficheiro na barra de ferramentas. Surgirá uma janela na qual deverá inserir o nome do ficheiro comprimido a criar no campo "Localização" (por exemplo, teste.zip).



Figura 4.3: Ark -Ferramenta de Armazenamento

Estando o ficheiro criado, apenas necessita de adicionar ficheiros ou directorias. Para tal, escolha a opção "Adicionar um Ficheiro" ou "Adicionar uma Pasta" do menu "Acção", ou então nos ícones correspondentes na barra de ferramentas.


A descompactação envolve abrir um ficheiro existente e extrair os ficheiros lá presentes.


Para abrir o ficheiro, utilize a opção "Abrir" do menu "Ficheiro", seleccione o ficheiro desejado e, depois de aberto, verá listados os ficheiros comprimidos. Poderá extraí-los, em conjunto ou em separado, com a opção "Extrair" presente no menu "Acção" ou através do ícone correspondente na barra de ferramentas.



4.1.2. KCalc - Calculadora


A calculadora (KCalc) apesar de ser muito simples de utilizar, possui funções matemáticas avançadas (figura 4.4).



Figura 4.4: KCalc - Calculadora

Por omissão, a calculadora é lançada no modo mais simples. Para acrescentar mais funcionalidades à calculadora, como funções trigonométricas ou estatísticas, aceda ao menu "Configuração" e seleccione quais os botões que pretende adicionar (figura 4.5).



Figura 4.5: KCalc - Configuração da calculadora


4.1.3. KFloppy - Formatador de disquetes


Para aceder ao formatador de disquetes pressionamos no ícone K -> Acessórios -> KFloppy (figura 4.6).


Nas opções "Unidade", "Tamanho" e "Sistema de ficheiros" selecciona-se as características da disquete que se pretende formatar. A configuração mais utilizada é a mostrada na figura 5.6: Unidade Primária, tamanho 3,5" 1.44 MB, e Sistema de ficheiros DOS.



Figura 4.6: Formatador de Disquetes

Carrega-se então no botão "Formatar" para que seja efectuada uma formatação completa. Enquanto a disquete é formatada, podemos acompanhar a evolução do processo.



Será informado quando a formatação estiver completa ou caso sejam encontrados sectores defeituosos.

Recomenda-se destruir as disquetes com sectores avariados, pois ficheiros gravados nas mesmas não dão garantias de bom funcionamento.




4.1.4. KOrganizer - Calendário


O KOrganizer é uma potente ferramenta de produtividade pessoal que permite gerir um calendário e as respectivas tarefas nele inscritas.



Figura 4.7: KOrganizer - Calendário

O interface com o utilizador está organizado em várias zonas:



Calendário - aqui poderá ver o mês actual, ou outro, com os respectivos dias em que já marcou actividades com uma cor mais carregada.


Itens por fazer - nesta zona, tem as tarefas que não estão associadas a nenhuma data/hora em particular. Para adicionar uma destas tarefas, clique com o botão do rato no campo de texto "Carregue para adicionar..", insira o nome do novo item e carregue na tecla ENTER. Os itens têm várias propriedades como Prioridade, Completo, Data/Hora Limite e Categorias. Para editar estas propriedades carregue duas vezes com o rato em cima do item.


Actividades - a zona de actividades apresenta as tarefas para o dia, com informação da hora respectiva. Pode ver as actividades em questão, por semana ou mês.



4.1.5. KolourPaint - Programa de Pintura


A aplicação de pintura permite-nos desenhar livremente algum tipo de imagens muito básicas.



Figura 4.8: KolourPaint - Programa de Pintura

As crianças gostam particularmente de a utilizar porque podem dar largas à imaginação utilizando funções elementares como: desenhar quadrados, círculos, rectas,...


No lado direito da aplicação tem a barra de ferramentas com as funções necessárias ao desenho, e no fundo da janela tem as cores disponíveis.



4.1.6. KWrite - Editor de texto


O KWrite é um editor com um conjunto de funcionalidades básicas que nos permite criar ou alterar ficheiros de texto (ASCII).


O objectivo de um editor como o KWrite, é apenas poder alterar o conteúdo e não formatá-lo.


Se pretender formatar um ficheiro (alterando o tipo e tamanho da fonte, inserir imagens, etc...) utilize antes o Processador de Texto do OpenOffice, referido na secção 4.7.


A figura 4.9 mostra-nos o aspecto do KWrite em edição de um ficheiro.



Figura 4.9: KWrite - Editor de Texto

As operações de abertura e criação de um ficheiro são realizadas através do menu Ficheiro ou dos ícones da barra de ferramentas.


Quando pretender fazer uma alteração num ficheiro de sistema, e se não se sentir familiarizado com outros editores de texto não gráficos, a opção certa é utilizar o KWrite.


Para textos mais simples o KWrite é também uma opção, já que é bastante rápido e até possui um corrector ortográfico em Português.



Existem outros editores de texto nativos do Linux (e do Unix, em geral).

Os dois mais conhecidos são o Emacs e o Vi.

Se pretender saber mais sobre estes editores e como utilizá-los, com "Fundamental do Linux" (Paulo Trezentos, António Cardoso, Editora FCA).



4.2. Caixa Mágica


Este menu dá-nos acesso à ferramenta de configuração da Caixa Mágica, o xLucas, e a documentação desta distribuição.



Figura 4.10: Menu Caixa Mágica



4.2.1. Documentação


Se seleccionar esta aplicação, o seu Linux Caixa Mágica lançará um navegador de Internet (Mozilla Firefox) com uma página da Caixa Mágica (figura 4.10).



Figura 4.11: Manual do Utilizador - CM

Esta página tem uma hiperligação (link) para o sítio da Caixa Mágica onde os manuais estão disponíveis online. Para aceder, tem necessariamente de ter a Internet bem configurada.


A Caixa Mágica não inclui os manuais de apoio ao utilizador por uma questão de espaço necessário em disco e por estes estarem permanentemente em actualização.



4.2.2. xLucas


O x(L)ucas é o (U)tilitário de (C)onfiguração e (A)dministração de (S)istema.


Este programa, que funciona em modo texto, foi desenvolvido pela equipa da Caixa Mágica para permitir a configuração do Linux Caixa Mágica de uma forma fácil e flexível (figura 4.11).


No capítulo 5 será descrito em pormenor o funcionamento do xLucas.



Figura 4.12: xLucas


4.3. Gráficos


Este grupo apresenta-nos algumas aplicações que permitem a visualização e edição de imagens.



Figura 4.13: Menu Gráficos


4.3.1. Gimp - Editor de Imagens


O Gimp é uma poderosa aplicação do tipo bitmap ou seja, trabalha com pixels (pontos), o que permite imagens de excelente definição, alterações e montagens em fotografias e efeitos especiais de todo o tipo.



Figura 4.14: Gimp - Editor de Imagens

Se pretender fazer edição de imagem, esta é uma excelente alternativa a aplicações tipo Adobe Photoshop ou Paint Shop Pro. Se por outro lado, pretende desenhar através da inclusão de objectos como rectas e círculos (chamado desenho vectorial), deverá antes utilizar o OpenOffice abordado na secção 4.4.


Algumas das funcionalidades desta ferramenta são:



De seguida, vamos fazer uma breve demonstração deste aplicativo com a utilização das funções básicas.


Para acedermos a esta aplicação clicamos no botão K -> Gráficos -> Gimp e, caso seja a primeira vez, ele inicializará o processo de instalação, bastando clicar em "Continuar" e aguardar até o processo estar concluído.


Após a conclusão do processo de instalação abri-se-ão várias janelas com ferramentas do Gimp. Todas essas janelas poderão ser fechadas, excepto a janela principal (figura 4.14).



Figura 4.15: Gimp - Dicas

Aparece-nos também uma caixa de diálogo contendo dicas (figura 4.15) , onde podemos:


As ferramentas são bastantes intuitivas. Para sabermos os nomes de cada ferramenta, basta passarmos o rato em cima. Podemos também consultar a ajuda, através do menu Help.

Para aceder às configurações das ferramentas, carrega-se duas vezes com o rato sobre a ferramenta que se deseja.


Acedendo à barra de menus na janela com a imagem aberta, obterá todas as funções que poderá realizar sobre essa imagem. Esta forma de acesso é mais rápida do que utilizar as janelas de ferramentas.


A abertura de um ficheiro existente ou criação de um novo é feita através do menu "Ficheiro". Depois de um ficheiro de imagem ter sido aberto, pode explorar algumas das funções do Gimp.



4.3.1.1. Script-Fu


Vamos mostrar rapidamente uma imagem criada através do script-fu (figura 4.16).


Para aceder a esta opção acedemos ao menu Exten -> Script-Fu -> Logos e escolhe-se um tipo. É necessário configurar-se a fonte (tipo de letra) e pode alterar-se igualmente o tamanho e as cores.



Figura 4.16: Gimp - Efeitos sobre imagem


4.3.1.2. Captura de Imagens


A opção para captura de ecrãs encontra-se no menu Ficheiro -> Capturar -> Capturar Ecrã (figura 4.17).


A captura de imagens é útil para quando se quiser reproduzir algum elemento do seu ambiente de trabalho em imagem. As imagens presentes neste livro foram capturadas utilizando esta funcionalidade do Gimp.



Figura 4.17: Gimp - Captura de imagens

Nesta janela, podemos parametrizar a captura de imagens da seguinte forma:


Com uma imagem capturada podemos:




Figura 4.18: Menus do Gimp



4.3.2. KView - Visualizador de Imagens


O KView é um visualizador de imagens com capacidade de ler formatos: JPEG, GIF, XPM, XBM, PNM, BMP, PCX, ILBM, TGA e EPS.



Figura 4.19: KView - Visualizador de Imagens

Para inicializar acedemos ao menu K -> Acessórios -> KView e aparecerá uma janela como na figura 5.19. Nesta, devemos aceder ao menu Ficheiro -> Abrir e escolher a directoria que contém as imagens que desejamos visualizar.


Pode também seleccionar várias imagens e visualizar cada imagem acedendo ao menu "Ir" e seleccionando "Imagem Anterior na Lista" ou "Próxima Imagem na Lista".


O KView é bastante completo e permite ainda, por exemplo, abrir uma lista de imagens e visualizar uma-a-uma de forma automática, como se de uma apresentação se tratasse (sem ter que aceder ao menu indicado no parágrafo anterior).



Figura 4.20: KView - Abrir Imagens

Para criar a lista de imagens deve primeiro aceder ao menu Ficheiro -> Abrir ou carregar no ícone com a forma de uma pasta azul na barra de ferramentas, seleccionar as várias imagens que pretende visualizar e carregar em "Abrir" (figura 4.20).



Figura 4.21: KView - Listar Imagens

A seguir, após abrir as imagens, aceda novamente ao menu "Ir", seleccione "Lista de Imagens" e, neste ecrã, carregue em "Iniciar Apresentação" para visualizar a apresentação das imagens (figura 4.21). Se quiser pode gravar a lista de imagens para ver a apresentação novamente sem ter que repetir alguns destes passos.



O KView suporta o arrastar de conteúdos (drag drop) entre aplicações do KDE.

Assim, se estiver no Konqueror (gestor de ficheiros) pode arrastar um ficheiro com uma imagem para cima do KView previamente aberto e automaticamente a imagem será aberta neste último programa.



4.4. Jogos


Existem diversos jogos para Linux. O próprio KDE instala alguns que podem ser acedidos através do menu K -> Jogos.


A figura 4.22 mostra-nos as categorias de jogos disponíveis com a Caixa Mágica. Alguns deles estão abertos sobre o fundo da figura 4.22.


Existem outros jogos famosos para Linux, como o Doom, Age of Empires, entre outros.



Figura 4.22: Menu Jogos

A Caixa Mágica não inclui jogos mais complexos como os atrás apresentados, dado ser muito complicado num único CD incluí-los. Se procurar na Internet decerto obterá mais informações sobre como consegui-los.



Figura 4.23: Jogos


4.5. Internet


Nesta secção vamos debruçar-nos sobre a configuração do acesso, navegação e utilização de outros recursos disponíveis.


Para aceder à Internet é necessário um modem (analógico, RDIS, cabo,...) ou de uma ligação a uma rede local (LAN).


No entanto a configuração destes dispositivos será explicada no capítulo 5.4.3 - Acesso à Internet.


Face ao grande número de programas que este menu apresenta, apenas vamos referir-nos aos mais importantes. Ao leitor fica o desafio de explorar os restantes.


O menu Internet é apresentado na figura 4.24.




Figura 4.24: Menu Internet


4.5.1. Kopete - Mensageiros


Os mensageiros são aplicações que permitem trocar mensagens entre utilizadores ligados à Internet.



Figura 4.25: Kopete - Mensageiro

Ao contrário dos canais do IRC, nos mensageiros existe bastante privacidade pois o que é escrito fica apenas entre os dois utilizadores que estabeleceram a ligação.


A Caixa Mágica apresenta o Kopete como aplicação para este fim (figura 4.25).


Se já é utilizador de alguma aplicação semelhante, apenas necessita de ter o seu login e palavra-passe (password).


Na primeira utilização será apresentado ao utilizador o "Assistente de Contas" que o irá guiar na criação de uma conta de utilizador. Após configurar a sua conta poderá utilizar o Kopete.



4.5.2. Thunderbird - Cliente de Email


O Thunderbird é uma aplicação cliente de email (correio electrónico) do projecto Mozilla12, sendo bastante utilizada pela sua facilidade de enviar e receber mensagens com um ambiente bastante intuitivo e prático.


É possível recebermos e enviar mensagens, organizarmos os nossos endereços de email através do livro de endereços e ainda podemos criar filtros para as mensagens recebidas colocando-as em pastas diferentes.



Figura 4.26: Thunderbird - Cliente de email

O acesso a esta aplicação pode ser realizada através dos menus K -> Internet -> Mozilla Thunderbird ou através da barra de ferramentas no ambiente de trabalho.


A figura 4.26 apresenta o ambiente de trabalho do Thunderbird.


No topo da janela encontram-se a barra de menus e, logo abaixo, a barra de ferramentas. Nesta podemos encontrar:



Obter Msgs - Verificar correio, ou seja, obter novas mensagens no servidor.


Compor - Escrever (compor) uma nova mensagem.


Livro de Endereços - Acesso ao nosso livro de endereços. Nele podemos guardar os endereços de email das mensagens que recebemos e procurar um endereço para adicionar a uma nova mensagem.


Responder - Responder à mensagem seleccionada. Esta opção permite responder apenas ao remetente principal, não será enviada uma resposta aos restantes endereços incluídos como Cc: na mensagem.


Responder a Todos - Responder à mensagem seleccionada, incluindo uma cópia para todos remetentes os que a receberam.


Reencaminhar - Encaminhar a mensagem para outro destinatário. Todos os ficheiros que estiverem anexados serão encaminhados juntamente.


Apagar - Eliminar a mensagem seleccionada. Esta mensagem será enviada para a pasta Lixo.


Spam - Permite marcar uma determinada mensagem como spam.


Imprimir - Imprimir a mensagem seleccionada.


Quando é seleccionado Responder ou Reencaminhar, à esquerda do assunto aparece uma seta verde ou azul (respectivamente) no símbolo de mensagem, indicando que já foi realizada alguma operação sobre essa mensagem em particular.



Ao clicarmos na mensagem podemos visualizar o conteúdo na área inferior da aplicação. O tamanho destas janelas podem ser alterados com o cursor do rato: aproxima-se o cursos da moldura, pressiona-se o botão do rato e arrastar-se para o tamanho pretendido.



No canto esquerdo temos as pastas. Destacamos:



4.5.3. KNode - Fóruns (News)


Os Fóruns (news) são grupos de discussão de problemas comuns ligados à diversas áreas e que a cada dia tem se tornado cada vez mais populares junto dos novos utilizadores da Internet13.



Figura 4.27: KNode - Fóruns (newsgroups)

Existem actualmente por volta de 16.000 newsgroups activos, acessíveis de qualquer USENET parte do mundo. Estes locais de discussão, que podem ou não ser moderados, têm vários objectivos entre os quais se destacam:



Para então podermos aceder a estes grupos de discussão, necessitamos de um software.


O Linux Caixa Mágica escolheu o KNode, uma ferramenta que acompanha o KDE, bastante fácil de trabalhar.


Para abrir a aplicação KNode acedemos ao menu K -> Internet -> KNode (figura 4.27).


Figura 4.28: KNode - Configuração

Esta ferramenta tem várias áreas de trabalho. Na parte esquerda do ecrã, encontram os vários grupos (newsgroups).


As mensagens de cada grupo encontram-se na parte direita/superior e o conteúdo de cada artigo em particular que seleccionamos é apresentado na parte direita/inferior do ecrã.


A primeira vez que iniciamos o KNode devemos configurar diversas informações na caixa de diálogo “Configurar - KNode, que será aberta automaticamente (figura 4.28).


Preenchemos os dados pessoais conforme queremos que apareça na mensagem. Esta informação será visível a todos os frequentadores de um grupo de News.


O próximo passo é configurar as contas.


Primeiro vamos configurar um servidor onde se possa "puxar" os artigos. Para isso vamos seleccionar "Contas" no lado esquerdo da janela, o separador "Servidor dos Grupos de Notícias" e carregar no botão "Nova".


O endereço do servidor de news normalmente consta nos dados do contrato com o ISP (figura 4.29):





Figura 4.29: KNode - Servidor de Notícias

Após inserir os dados , pressione o botão "OK" para fechar a caixa de diálogo.


Para ler um grupo de news, é necessário subscrevê-lo. Para isso, no separador "Servidor dos Grupos de Notícias", seleccione a conta criada e carregue no botão "Subscrever". Se questionado se pretende ver uma listagem de servidores e se escolher "Sim", aparecerá uma lista de grupos de news.


Desta lista seleccione um grupo contido na lista e carregue no botão para adicionar à lista de grupos subscritos. Quando concluir a selecção de todos os grupos carregue no botão "OK".


Se quiser pode também configurar um servidor de envio de email, introduzindo os dados deste no separador Servidor de Correio (SMTP), como exemplificado na figura 4.30. Caso contrário, pode utilizar uma aplicação externa para o envio de email, como o Mozilla Thunderbird, seleccionado a opção "Utilizar um programa de correio externo".



Figura 4.30: KNode - Servidor de Correio



4.5.4. Gestor de Downloads


O KGet (K -> Menu Internet -> Mais Programas -> Kget) é o gestor de downloads escolhido pela Caixa Mágica (figura 4.31).


O objectivo de um gestor de downloads é garantir que se ocorrer um problema na ligação, consegue retomar o download do sítio onde este parou. Desta forma evita-se ter de recomeçar o download novamente do ficheiro de um servidor remoto.



Figura 4.31: KGet - Gestor de downloads

Em resumo, o KGet tem a capacidade de retornar um download a partir do sitio onde foi interrompido.


Outra característica interessante é o facto de lhe apresentar dados muito completos sobre a taxa de transferência, parte transferida, por transferir, etc...


Se pretender configurar o KGet, aceda ao menu "Configuração" na barra e seleccione "Configurar o KGet" (figura 4.32). Será aberta uma nova janela onde poderá configurar o comportamento do gestor de downloads.



Figura 4.32: KGet - Configuração



4.5.5. KSirc - Cliente de IRC


O IRC - Internet Relay Chat é um protocolo de serviços com um sistema de conversação multiutilizador.



Figura 4.33: Cliente de IRC - KSirc

Utilizado em mais de 60 países e a funcionar sobre a forma de cliente/servidor. É, portanto, um sistema de comunicação em tempo real.


O KSirc é o cliente de IRC escolhido pela Caixa Mágica, pela sua interface simpática e interactiva.

Este pacote apenas é incluído no DVD.


Para inicializar do KSirk acedemos ao menu K -> Internet -> Mais Programas -> KSirc (figura 4.33).


Um passo tem de ser realizado antes de se começar a comunicar: a configuração.



Figura 4.34: KSirc - Configuração

É necessário configurar os dados do utilizador através do menu Configuração -> Configurar o KSirc.


Surgirá uma janela como a apresentada na figura 4.34. Aqui carregue em "Arranque" no menu lateral e insira os dados do utilizador: alcunha (nickname), nome real e id.


De seguida é preciso escolher um servidor. Carregue em Ligações -> Novo Servidor. Na janela seleccione o nome do servidor no campo "Grupo" e carregue em "Ligar" (figura 4.35).


Existem vários servidores de IRC que ligados em rede, sendo a PTnet e a PTlink servidores portugueses.



Figura 4.35: KSirc - Configurar servidor


É possível encontrar na Internet várias páginas que contêm listas de comandos utilizados no IRC.


Algumas sugestões:


  • /server irc.clix.pt - ligar ao servidor

  • /nick nelinha21 - mudar o nick

  • /quote nickserv identify malhanela - o quote transmite directamente ao servidor as palavras seguintes. Assim, este comando envia para o nickserv (um robot) o comando que identifica o utilizador

  • /j caixamagica - entrar num canal

  • /msh tintim Ola - envia a mensagem "Ola" ao utilizador tintim



4.5.6. KPPP - Ligar Internet via Modem


A configuração da ligação à Internet pode ser feita através da aplicação KPPP, presente no Linux Caixa Mágica.


Isto aplica-se a ligações por modem, sejam ligações analógicas, RDIS, ADSL ou Cabo.


O KPPP está disponível através do menu K -> Internet -> KPPP. Ao abrir esta aplicação aparece-nos uma caixa de diálogo semelhante à da figura 4.36.



Figura 4.36: KPPP - Configurador


Esta aplicação requer que se tenha privilégios de administrador.

Assim, o utilizador será questionado sobre a palavra-passe de root.

Isto deve-se a que por questões de segurança, apenas o super-utilizador pode ter acesso ao modem.



Para criar uma nova conta carregamos em "Configurar" e de seguida, no separador "Contas", em "Nova". Na janela que aparece é dada a possibilidade de criar uma conta utilizando o assistente ou de configurar manualmente uma conta (figura 4.37):



Utilizando o assistente, carregue no botão "Seguinte" para proceder à configuração da nova conta.




Figura 4.37: KPPP - Assistente


Carregue novamente em "Seguinte", escolha o país (Portugal) e carregue novamente em "Seguinte" (como na figura 4.38).




Figura 4.38: KPPP - Selecção do país


Escolha agora o seu fornecedor de ISP de entre os apresentados e carregue em "Seguinte" (figura 4.39).



Figura 4.39: KPPP - Selecção do ISP

Na janela seguinte, insira o nome de utilizador e a respectiva senha (password) fornecidos pelo ISP, e carregue em "Seguinte" (figura 4.40).



Figura 4.40: KPPP - Utilizador / senha

Caso esteja a ligar a partir de uma extensão interna que necessite a colocação de um número antes, digite nesta janela o número do prefixo e carregue em "Seguinte" (figura 4.41).



Figura 4.41: KPPP - Prefixo

Carregue em "Terminar" para fechar o assistente.


Agora que já retornou para a caixa de diálogo de configuração, podemos clicar no botão "OK" para confirmarmos as alterações.


Depois de adicionadas as contas (pode ter mais do que uma), seleccione uma da lista "Ligar para", introduza o nome de utilizador e a senha (se não tiver já introduzido) e pressione o botão "Ligar" para que a ligação seja estabelecida.



4.5.7. Mozilla Firefox - Navegador de Internet


O Mozilla Firefox foi escolhido como o seu navegador de Internet pela sua facilidade, interface amigável e principalmente estabilidade perante a vários tipos de tecnologias utilizadas na Internet como páginas desenvolvidas em Java entre outras.


Para iniciarmos esta aplicação podemos:




Figura 4.42: Mozilla Firefox - Navegador de Internet

Vejamos o ambiente do Mozilla Firefox (figura 4.42).


Algumas notas sobre o interface:






Se quiser fazer uma pesquisa numa página activa, seleccione no menu "Editar" a opção "Localizar Nesta Página", ou utilize a combinação de teclas CTRL+F. Observe que no fundo da janela irá aparecer um campo onde pode inserir o texto a pesquisar (figura 4.43).



Figura 4.43: Mozilla Firefox - Pesquisa




4.5.8. aMule - Partilha de Ficheiros


O aMule (K -> Menu Internet -> P2P ) é um programa que permite a partilha de ficheiros entre utilizadores ligados à Internet, através do protocolo eMule. Este pacote apenas é incluído no DVD.


O primeiro passo é configurar algumas opções através do ecrã "Preferências" (figura 4.44).


Na janela de preferências, seleccione "Geral" do menu lateral. Carregue no botão "Integração com o System Tray" e escolha a opção "KDE 3.x". De seguida, na caixa "Fake Check" seleccione "Firefox" na lista apresentada.



Figura 4.44: aMule - Preferências - Geral

Agora, carregue em "Directórios" no menu lateral e configure os seguintes campos (figura 4.45):




Após estas configurações carregue em "OK" para guardar as alterações e fechar a janela.



Figura 4.45: aMule - Preferências - Directórios

O passo seguinte será descarregar uma nova lista de servidores a partir da Internet. Para isso basta carregar no botão "Lista de Servidores" no ecrã "Servidores" (figura 4.45).


Após obter a lista de servidores, é necessário escolher um destes. Para isso basta fazer duplo clique com o rato em cima do servidor pretendido.


Dica: Pode ordenar a lista de servidores pelos que têm mais ficheiros disponíveis carregando em cima do nome da coluna "Ficheiros".




Figura 4.46: aMule - Servidores

Para pesquisar um ficheiro carregue em "Pesquisas" na barra de ferramentas (figura 4.47).


Neste ecrã, insira no campo "Name" o nome do ficheiro a pesquisar e carregue em "Iniciar". Os resultados serão mostrados na caixa "Results". Para começar a descarregar um ficheiro, basta fazer duplo clique sobre o seu nome. Quanto mais fontes existirem para um ficheiro, maior será a probabilidade de descarregar mais rapidamente esse ficheiro.



Figura 4.47: aMule - Pesquisas

Para ver a evolução dos ficheiros que está a descarregar carregue em "Transferências" na barra de ferramentas.



4.5.9. KBear - Transferência de Ficheiros (FTP)


O FTP14 é dos serviços mais populares da Internet e permite-nos fazer um download de um ficheiro localizado num servidor remoto.


O Linux Caixa Mágica incluiu o KBear (figura 4.48) no DVD.


Nesta janela, destacamos a parte esquerda que corresponde ao disco local, e a parte direita que corresponde ao disco remoto. Nesta última parte, só se visualizam as directorias e ficheiros após ter-se o acesso autorizado pelo servidor de FTP.



Figura 4.48: Transferência de ficheiros


Pode fazer uma actualização da sua Caixa Mágica através do download dos ficheiros através de FTP.

O site de acesso é: ftp.caixamagica.pt. No campo "Nome de utilizador" introduza "anonymous" e no campo "Palavra-passe" introduza o seu email completo.

A directoria onde os ficheiros estão localizados chama-se "pub".


4.6. Multimédia


A secção multimédia é uma das mais requisitadas pelos possuidores de um computador pessoal. Com a chegada da Internet a nossas casas, é possível o acesso a conteúdos diversos como músicas, filmes e imagens.


O Linux Caixa Mágica seleccionou um conjunto de aplicações que lhe permitem aceder a este tipo de conteúdos.


O menu Multimédia é apresentado na figura 4.49.



Figura 4.49: Menu Multimédia


Se na instalação, a sua placa tiver sido bem detectada mas o seu computador não emitir som, isso pode dever-se à configuração do som estar no mínimo (mute).

Para configurá-lo, execute a aplicação Mesa de mistura (KMix) no menu Multimédia, e nesta ponha o primeira e sexto regulador (slider) todo para cima.




4.6.1. K3b - Gravador de CD's e DVD's


O programa que lhe permite gravar CD's e DVD's é o K3b (figura 4.50).


Esta aplicação permite-lhe gravar CD's ou DVD's de dados ou de música através de um interface muito simples do tipo drag & drop (arrastar e largar), bem como efectuar cópias de CD para CD.


Se for a primeira vez que estiver a executar esta aplicação, deve executar primeiro o K3b Setup que se encontra em K -> Multimédia -> Mais Programas -> K3bSetup 2. Neste ecrã apenas tem de carregar no botão "OK" (figura 4.50).



Figura 4.50: K3b - Configuração

Quando inicializa a aplicação pode escolher logo qual o tipo de CD/DVD que pretende criar e seleccionar a opção correspondente.


Se escolher uma das opções "Novo Projecto de ...", então na nova janela que se abre pode adicionar os ficheiros que pretende ao CD/DVD, arrastando-os para lá, ou seleccionando-os na janela de procura superior (figura 4.52).






Figura 4.51: K3b - Gravação de CD's / DVD's

Após ter a selecção dos ficheiros efectuada deve pressionar o botão "Burn" existente no canto inferior direito.



Figura 4.52: K3b - Novo Projecto de CD de Dados

Será aberta a janela das opções de gravação (figura 4.53). Aqui deverá escolher as opções que pretende, de acordo com o seu gravador.





Figura 4.53: K3b - Gravação de CD de dados

Se pretender usar nomes de ficheiros maiores que 16 caracteres, então escolha o separador "Avançado" e depois escolha as opções "Nível ISO - Nível 3", "Permitir ficheiros não traduzidos" e "Permitir nomes de ficheiros Joliet com 103 caracteres" (figura 4.54).



Figura 4.54: K3b - Avançado

Se optar por "Copiar CD..." na janela da figura 4.51, passa directamente para uma janela com opções de gravação, onde deverá seleccionar os dispositivos de leitura e de gravação, bem como o número de cópias pretendidas (figura 4.55).




Figura 4.55: K3b - Copiar um CD

Se utiliza CD's ou DVD's regraváveis também é possível apagar os dados existentes nestes. Para isso introduza o CD/DVD regravável no dispositivo respectivo e carregue no botão "Abre a janela de limpeza do CD" (figura 4.56) ou "Formatar o DVD-RW/DVD+RW" (figura 4.57) existente na barra de ferramentas. Pode então escolher a velocidade com que vai apagar o CD/DVD, e se pretende apagar de forma rápida ou completa.



Figura 4.56: K3b - Limpar CD regravável






Figura 4.57: K3b - Formatar DVD regravável



4.6.2. KsCD - Leitor de Áudio


A leitura de um CD áudio é possível no Linux Caixa Mágica através da aplicação KsCD.


Se inserir um CD áudio no seu leitor de CDROM's do computador e executar o leitor de CD's áudio através do menu K -> Multimédia -> KsCD, obterá um interface semelhante ao apresentado na figura 4.58.



Figura 4.58: KsCD - Leitor de CD Áudio

Se quiser alterar o dispositivo a partir do qual quer ouvir o CD áudio, carregue em "Extras" e depois em "Configurar o KsCD". Na caixa "Dispositivo do CD-ROM" mude o dispositivo para o pretendido (figura 4.59). Esta opção só se encontra disponível quando não estiver a ouvir nenhum CD.



Figura 4.59: KsCD - Configurações



4.6.3. KMix - Mesa de Mistura


A mesa de mistura é a aplicação que nos permite alterar os valores da configuração do som.



Figura 4.60: KMix - Mesa de mistura

Muitos dos problemas reportados pelos utilizadores relativos a não terem som nos seus computadores devem-se à má configuração destes valores.


Se, quando executar a aplicação KMix, uma janela semelhante à da figura 5.60 não aparecer no seu ecrã, é porque a mesma se encontra minimizada na barra de tarefas.


Pressionando sobre o botão direito do rato sobre o ícone do KMix e seleccionando a opção "Mostrar a Janela da Mesa de Mistura", como indicado na figura 4.61, esta será restaurada.



Figura 4.61: KMix - Restaurar mesa de mistura



4.6.5. amaroK - Reprodutor de Áudio


A reprodução de ficheiros áudio é possível na Caixa Mágica através da aplicação amaroK (figura 4.62).



Figura 4.62: amaroK

A primeira vez que o amaroK é executado surge o Assistente da Primeira Execução. Através deste é possível ao utilizador configurar esta aplicação.


O primeiro passo é escolher a forma de visualização do amaroK (figura 4.63): janelas separadas (como o Winamp ou o XMMS) ou uma só janela (como o Juk ou o Windows Media Player). Carregue em "Próximo" para continuar a configuração.



Figura 4.63: amaroK - Assistente da Primeira Execução I

No segundo passo deve escolher a directoria onde se encontra a sua colecção de ficheiros áudio (figura 4.64). Carregue de novo em "Próximo" e terminar a configuração inicial.



Figura 4.64: amaroK - Assistente da Primeira Execução II


Para ouvir um ficheiro áudio, carregue em "PL" na janela principal do amaroK (figura 5.62) e será aberta uma nova janela como a da figura 4.65.



Figura 4.65: amaroK - Lista de Reprodução

Carregue em "Adicionar Média" para seleccionar os ficheiros que quer ouvir ou a directoria onde estes se encontram. Depois de adicionados, os ficheiros surgem na lista. Para ouvir faça duplo clique em cima de um ficheiro específico ou carregue no botão para tocar na janela principal do amaroK.




4.6.6. Kaffeine - Reprodutor Video


O Kaffeine é a aplicação seleccionada pela Caixa Mágica para visualização de ficheiros vídeo e DVD's (figura 4.66).



Figura 4.66: Kaffeine

Na primeira execução do Kaffeine é aberto o Ajudante de Instalação. Num primeiro passo o ajudante irá verificar alguns aspectos da instalação (figura 4.67).



Figura 4.67: Kaffeine - Ajudante de Instalação I

Devido a questões legais não é possível a Caixa Mágica ter suporte para visualização de ficheiros do tipo Windows Media Audio (wma) e Windows Media Video (wmv). Carregue em "Seguinte" para prosseguir.



Figura 4.68: Kaffeine - Ajudante de Instalação II

No ecrã seguinte pode seleccionar algumas opções de utilização do Kaffeine. A figura 4.68 as opções recomendadas. Carregue em "Terminar" para sair do ajudante.


De seguida, para ver um DVD seleccione o separador "Ir!" e depois faça duplo clique sobre a opção "Abrir DVD" (figura 4.66).


Se tiver mais do que um leitor de DVD e quiser configurar outro que não o seleccionado por omissão, carregue em "Configuração" na barra de menus do Kaffeine e de seguida em "Parâmetros do Motor do xine".


Na nova janela seleccione a opção "media" no menu lateral e carregue em "Opções Avançadas". Depois escreva o dispositivo pretendido no campo "dvd.device", como mostrado na figura 4.69.



Figura 4.69: Kaffeine -Configuração Avançada


Caso queira visualizar um ficheiro vídeo que possua, seleccione "Abrir Ficheiros" no menu "Ir!". De seguida seleccione o ficheiro que pretende visualizar (figura 4.70).


Para ver um ficheiro vídeo em modo de ecrã completo seleccione o menu Ver -> Modo de Ecrã Completo ou carregue nas teclas CTRL+SHIFT+F.




Figura 4.70: Kaffeine - Abrir Ficheiro Video


4.7. Office


Neste menu foram incluidas algumas aplicações de produtividade como OpenOffice.org 1.1.3 ou Gestor de Projectos.



Figura 4.71: Menu Office


4.7.1. OpenOffice.org


Nesta secção não podíamos deixar de referir a suite de Office que é incluída com a Caixa Mágica: o OpenOffice.org 1.1.3.


Este conjunto de programas incluí todas as ferramentas de produtividade que necessitará: Apresentações, Folha de Cálculo e Processador de Texto. Todos estes programas importam documentos do Microsoft Office 95/98/2000/XP e, salvo algumas excepções, mantendo as características dos iniciais.



4.7.1.1. Aplicação de apresentações


A aplicação de apresentações permite-lhe fazer apresentações sob a forma de sequência de slides, com animações e efeitos (figura 4.72).



Figura 4.72: OpenOffice.org - Apresentações


4.7.1.2. Folha de Cálculo


A Folha de Cálculo é uma poderosa aplicação para desenvolvimento de folhas de cálculos e gráficos. Esta pertence também ao conjunto de aplicações do OpenOffice, sendo compatível com ficheiros do Ms Excel, o que tem facilitado bastante o processo de migração não só de utilizadores domésticos como empresariais.



Os procedimentos básicos para guardar, sair, abrir e fechar uma Folha de Cálculo são semelhantes ao Documento de Texto, explicado de seguida.



Para iniciarmos a utilização da Folha de Cálculo seleccionamos K -> Office -> Folha de Cálculo. Após a execução da aplicação, uma janela semelhante à apresentada na figura 4.73 surgirá.



Figura 4.73: OpenOffice.org - Folha de Cálculo






4.7.1.3. Documento de Texto


Para inicializarmos o Documento de Texto devemos aceder a K -> Office -> Documento de Texto.


Com o Documento de Texto podemos:





Figura 4.74: OpenOffice.org - Documento de Texto



Observemos os principais aspectos para um iniciado em processador de texto:




O ambiente de trabalho do Documento de Texto, como podemos visualizar na figura 4.74, é amigável e com ícones bastantes intuitivos.


Então temos:



Guardar um Documento


Para gravar um documento deve aceder ao menu Ficheiro -> Guardar. Surge uma caixa de diálogo "Guardar Como" (figura 4.75).




Para guardar um ficheiro com palavra-passe marque a opção "Guardar com senha" e digite a senha desejada.



Figura 4.75: OpenOffice.org - Documento de Texto / Guardar Como

Edição Básica


Nesta secção veremos algumas funções básicas para a edição de um documento:


Podemos navegar pelo documento das seguintes formas:


Teclado

Acção

Setas para baixo

/cima/direita/esquerda

Movimenta entre os caracteres e linhas

Page Up

Página acima

Page Down

Página abaixo

Enter

Termina o parágrafo e passa para a linha a seguir

BackSpace

Volta um caracter, eliminando-o

Tabela 4.1: OpenOffice.org - Teclas de edição


Com o Documento de Texto podemos efectuar diversos tipos de formatação, ou seja, tornar os textos com uma aparência mais agradável através de letras diferentes, cores diferentes, efeitos, etc.

A formatação pode ser aplicada directamente no objecto seleccionado (texto ou imagem) ou poderá pertencer a um conjunto de formatações predefinidas que chamamos de estilos.



Para imprimir carregue no ícone em forma de uma impressora da barra de funções ou aceda através do menu Ficheiro -> Imprimir.


Um aspecto importante é verificar no menu Ficheiro -> Configuração da impressora se o formato do papel equivale ao que se encontra na impressora.



4.7.1.4. Desenho Vectorial


Para desenho vectorial indicamos a utilização do Desenho que também é uma aplicação do OpenOffice e que se encontra disponível no menu K -> Office -> Desenho (figura 4.76).



Figura 4.76: OpenOffice.org - Desenho


4.7.2. Software de Gestão M16e - Evaristo


Antes da primerira utilização do Evaristo é necessário configurá-lo. Para isso carregue em K -> Office – Software de Gestão – M16e -> Evaristo – Configuração e siga os passos indicados.


Será pedido que altere dois ficheiros de configuração:


  1. No ficheiro /var/lib/pgsql/data/postgresql.conf, se existir a linha:

    #tcpip_socket = false

    substitua pela linha abaixo:

    tcpip_socket = true





Figura 4.77: Evaristo – postgresql.conf

  1. No ficheiro /var/lib/pgsql/data/pg_hba.conf descomente a seguinte linha:

    #host all all 127.0.0.1 255.255.255.255 trust

    Assim, deverá passar a ter no seu ficheiro a linha abaixo:

    host all all 127.0.0.1 255.255.255.255 trust



Figura 4.78: Evaristo – pg_hba.conf

Após esta configuração, poderá abrir o Evaristo no menu K -> Office -> Software de Gestão – M16e -> Evaristo (figura 4.79).



Figura 4.79: Evaristo (Software de Gestão – M16e)


5. Configuração do Sistema

5.1. Arquitectura


A arquitectura do Linux Caixa Mágica é constituída por três níveis.



Figura 5.1: Arquitectura do Linux Caixa Mágica


A figura 5.1 apresenta os diferentes níveis. O nível superior simboliza a manutenção do sistema através do recurso a um interface gráfico, neste caso o xLucas.


Por sua vez, consoante as opções tomadas pelo utilizador no xLucas, este vai transmiti-las ao nível intermédio, escrevendo-as em ficheiros XML. Não é aconselhável que o utilizador edite este ficheiro, a não ser que tenha conhecimentos que o permitam perceber a implicação das alterações.


Após o utilizador terminar a utilização do xLucas, este chama o motor de configuração do sistema, que a partir dos ficheiros XML repercute as opções tomadas ao Linux. É este o nível inferior representado na figura. O utilizador, no caso de estar muito familiarizado com o Linux, pode mexer directamente nos ficheiros de sistema, mas nesse caso deve ter o cuidado de não fazer as mesmas operações no xLucas, pois a informação anteriormente gravada nos ficheiros pode ser perdida.


O motor de configuração apenas altera os ficheiros de sistema das novas opções introduzidas no xLucas.



O ficheiros em XML armazenam a seguinte informação:


  • /etc/cm/cmHardware.conf - guarda as informações relativas ao hardware detectado pelo sistema e não deve ser em circunstância alguma ser alterado pelo utilizador.

  • /etc/cm/cm.conf - este é o ficheiro de configurações, reflectindo as opções tomadas pelo utilizador na instalação e em configurações posteriores. Um utilizador com conhecimentos de Linux Caixa Mágica poderá editar directamente este ficheiro, devendo no final executar o comando cmConfig para as opções tomarem efeito.

  • /etc/cm/cmModules.conf - ficheiro que armazena informação relativa aos módulos de sistema. Não deve ser editado.



A arquitectura aqui explicada é original do Linux Caixa Mágica e foi resultado do trabalho desenvolvido pela equipa desde 2000.



Figura 5.2: xLucas - Ecrã Principal

De forma a estruturar a explicação da configuração do sistema, será seguida a ordem dos menus do xLucas.


Como verificamos na figura existem quatro submenus principais: Configurações Gerais, Configurações de Hardware, Configurações de Rede e Administração de Sistema. As quatro subsecções deste capítulo correspondem às configurações possíveis dentro de cada um destes submenus.


Como foi explicado anteriormente na secção, o xLucas é o configurador do Linux Caixa Mágica (figura 5.2). Para aceder a esta aplicação pode utilizar os menus K -> Caixa Mágica -> xLucas, clicar no ícone na barra de ferramentas ou executar o comando xLucas numa consola como utilizador root.


5.2. Configurações Gerais


Nesta opção (que corresponde à primeira secção do xLucas, como mostrado na figura 5.2) faremos configurações relacionadas com a linguagem, fuso horário e arranque de sistema, entre outros.



5.2.1. Arranque do Sistema


O menu Arranque do Sistema é destinado a resolver problemas derivados de uma má configuração do Linux no que respeita ao arranque (boot) do computador.


Se o seu computador no arranque não lhe indica as opções relativas aos Sistemas Operativos que sabe estarem instalados no computador (Windows, Linux,...) então esta é a secção certa para realizar essa configuração.


Naturalmente, se não conseguir sequer arrancar o computador com o Linux Caixa Mágica, então também não conseguirá chegar a esta fase. Nesse caso, a disquete de arranque criada na instalação servirá para fazer o arranque e posteriormente poder chamar o xLucas.





5.2.1.1. Login


Neste ecrã poderá definir o tipo de login que pretende quando o Linux Caixa Mágica é iniciado: modo de texto ou modo gráfico.


Se pretender não utilizar o xLucas e configurar manualmente os ficheiros de sistema, então a opção certa é editar o ficheiro /etc/inittab.


Num arranque gráfico deverá ter o seguinte conteúdo na linha 21: id:5:initdefault:


No caso de modo texto, deverá ter: id:3:initdefault:



Figura 5.3: Tipo de Login

O que varia entre ambas as configurações é o número 3 ou 5, que se refere ao modo em que o computador arranca: run level 3 ou run level 5.


Mesmo que tenha configurado correctamente o ecrã para modo gráfico, o arranque apenas será realizado nesse modo, caso o X-Windows (servidor de janelas) esteja bem configurado.


Para configurá-lo execute o comando numa consola:


# cmxconf



5.2.1.2. Configuração do Gestor de Arranque (GRUB)


Vamos ver agora como podemos alterar as opções de escolha de sistema operativo que surgem ao utilizador no arranque do computador. Isto é, como é possível configurar o GRUB (GRand Unified Bootloader) através do xLucas.


Como é apresentado na figura 5.4, o utilizador tem uma lista com as várias opções que serão apresentadas no arranque.



Figura 5.4: Configuração do GRUB

No computador onde a imagem foi capturada, apenas existia um sistema operativo instalado nesse computador e um modo de segurança. Se o utilizador tivesse por hipótese dois sistemas operativos, deveriam aparecer três entradas.


Para adicionar uma nova entrada pressione o botão "Adicionar". Como exemplificado na figura 6.5, deve inserir o nome da entrada no campo "Nome" e seleccionar a partição para onde irá arrancar esta opção no campo "Partição". O campo "Filesystem" será preenchido automaticamente quando seleccionar a partição.



Figura 5.5: Configuração do GRUB - Adicionar nova entrada

Se não estiver familiarizado com o GRUB, a equipa da Caixa Mágica desenvolveu uma funcionalidade que tentará configurar o GRUB por si.


Para tal, pressione o botão "Automático". Esta ferramenta procurará automaticamente quais os sistemas presentes no seu disco e adicionará as entradas respectivas ao GRUB.


No caso de ter um sistema operativo que não seja detectado com esta funcionalidade contacte a equipa da Caixa Mágica.



Pode configurar manualmente o GRUB, editando o ficheiro /boot/grub/menu.lst.

A sintaxe deste ficheiro é complexa, pelo que aconselhamos que tome esta opção apenas se se sentir seguro

Para mais informações consulte as páginas do manual: man grub.



5.2.2. Configuração Regional


O menu Conf. Regional é destinado a configurações relacionadas com a linguagem, o fuso horário e o relógio do sistema.



5.2.2.1. Linguagem


A definição da linguagem do sistema é importante para os programas que suportam mais do que uma, poderem mostrar mensagens na linguagem pretendida pelo utilizador.


Como podemos verificar na figura 5.6, pode seleccionar-se entre Português e Inglês, pressionando de seguida no botão "Aplicar".



Figura 5.6: Definição da linguagem





5.2.2.2. Fuso Horário


Nesta opção confirmaremos o fuso horário da região em que nos encontramos. Poderemos optar entre Portugal Continental e Madeira, Açores e Dili. Devemos novamente pressionar o botão "Aplicar" depois de seleccionada a opção pretendida.



Figura 5.7: Definição do fuso horário



5.2.2.3. Relógio



Este é um ecrã muito simples. Aqui o utilizador pode alterar a hora e a data do sistema.




Figura 5.8: Configuração da Data e Hora


5.2.4. Disquete de Recuperação


Se pretender uma disquete de arranque/recuperação, que no caso de inserida no momento do arranque do computador "salte" automaticamente para a Caixa Mágica, poderá utilizar esta opção.


Esta opção é muito útil porque se, por exemplo, reinstalar o MS Windows a configuração correcta do GRUB é apagada pelo instalador.


Torna-se assim prático arrancar com a disquete, aceder ao xLucas e re-estabelecer as configurações como atrás indicado.




Figura 5.9: Disquete de arranque/recuperação


Pode recuperar manualmente o seu gestor de arranque GRUB . Após entrar com a disquete de arranque, execute o seguinte comando numa consola (como root):


grub-install


Para mais informações consulte as páginas do manual:


man grub



5.2.5. X-Windows


Aqui pode configurar a resolução do seu ecrã ou as taxas de refrescamento do seu monitor (consulte o manual deste para saber quais as taxas correctas).


Existe também a possibilidade de fazer uma configuração automática deste parâmetros, carregando no botão "Configuração Automática". Neste ser-lhe-á pedido que antes carregar no botão "Aceitar" guarde toda a documentação em que estiver a trabalhar.



Figura 5.10: Configuração de X-Windows

Após a configuração automática deve entrar em modo de texto carregando nas teclas CTRL+ALT+F1 e executar os comandos indicados: init 3, init 5.



Figura 5.11: Configuração Automática de X-Windows


Caso possua um ecrã wide (muito comum nos computadores portáteis hoje em dia), não encontrará uma resolução pré-definida no ecrã de configuração do xLucas.


Pode configurá-la editando manualmente o ficheiro de configuração. Assim, entre em modo de texto com as teclas CTRL+ALT+F1 e execute o seguinte comando (como root) para terminar o servidor de X:


init 3


De seguida edite o ficheiro /etc/X11/XF86Config (com o editor “vi” ou outro) e, na secção "Screen", insira a resolução pretendida na linha "Modes" (por exemplo "1024x800").


Exemplificando (a negrito o que deve ser adicionado):


Section "Screen"

DefaultDepth 16

SubSection "Display"

Depth 16

Modes "1024x800" "1024x768" "800x600" "768x576" "640x480""

Viewport 0 0

EndSubSection

Device "Device[0]"

Identifier "Screen[0]"

Monitor "Monitor[0]"

EndSection


Após a alteração do ficheiro, grave e feche-o. Execute agora o comando abaixo para iniciar o servidor de X e entre como um utilizador:


init 5



5.3. Configurações de Hardware


No menu principal do xLucas, surge-nos agora a secção Configurações de Hardware.

Aqui poderá configurar o seu teclado ou o seu rato, ou adicionar a sua impressora ou uma nova placa de rede, entre outros.



5.3.1. Teclado


A configuração do teclado consiste em definir qual o teclado pretendido: a configuração portuguesa (101, 102 e 105 teclas) com acentuação ou o teclado inglês sem acentuação.



Figura 5.12: Configuração do Teclado


5.3.2. Rato


Para efectuarmos uma alteração na configuração do rato, devemos escolher a opção Rato.


Surge-nos então um ecrã semelhante ao apresentado na figura 5.13, que nos indica qual o rato activo e se o pretendemos alterar.


Se o pretendermos alterar, somos confrontados com uma lista reduzida de possibilidades. Devemos escolher a opção correspondente ao nosso rato e seleccioná-la.



Figura 5.13: Configurar Rato


5.3.3. Modem


Para efectuarmos uma alteração na configuração do modem, esta é a secção indicada.


Note-se que esta configuração é apenas relativa à configuração de modems analógicos, excluindo-se portanto ADSL, Cabo e RDIS.


Como apresentado na figura, devemos seleccionar a porta onde o modem está instalado e pressionar a opção OK.




Figura 5.14: Configuração do Modem


A porta do computador a que o modem se encontra ligado, identifica-se da seguinte forma:


  • ttyS0 - é a COM1 do Windows. Esta porta (porta de série rs-232) tem os pinos dispostos na horizontal, com duas fileiras. A fileira de baixo tem 4 pinos e a de cima 5. A porta série do PC é macho e a do modem é fêmea. É a porta a que os ratos mais antigos se ligam.


  • ttyS1 - é a COM2 do Windows. Semelhante à anterior mas vem em segundo lugar (geralmente localizada à direita).

  • ttyS2 - é a COM3 do Windows. É pouco frequente os computadores terem esta porta.


  • ttyS3 - é a COM4 do Windows. É pouco frequente os computadores terem esta porta.


5.3.4. Impressora


A configuração de impressoras é feita com recurso ao interface Assistente de Adição de Impressora (figura 5.15).



Figura 5.15: Assistente de Adição de Impressora I

Após carregar em "Próximo", deve seleccionar o tipo de impressora que quer configurar (figura 5.16) e carregar em "Próximo". As opções mais comuns são "Impressora local" ou "Impressora partilhada por SMB".



Figura 5.16: Assistente de Adição de Impressora II

No ecrã seguinte deve seleccionar a porta onde estará ligada a impressora que pretende adicionar e carregar em "Próximo". Em alguns casos, o nome da impressora pode aparecer directamente associado a uma porta (figura 5.17), devendo seleccionar essa impressora.



Figura 5.17: Assistente de Adição de Impressora III

No passo seguinte seleccione o fabricante e o modelo da impressora que está a adicionar e carregue em "Próximo" (figura 5.18). No caso de ter uma impressora que não aparece na lista, escolha o modelo mais parecido.



Figura 5.18: Assistente de Adição de Impressora IV

As principais configurações da impressora já foram efectuadas e, se quiser, pode imprimir uma página de teste para verificar se está tudo bem (figura 5.19).



Figura 5.19: Assistente de Adição de Impressora IV

De seguida vá carregando em "Próximo" até encontrar a janela da figura 5.20. Aqui insira um nome e uma localização que identifiquem a impressora, e carregue em "Próximo".



Figura 5.20: Assistente de Adição de Impressora V

No último ecrã pode confirmar todos os dados que configurou carregando em "Terminar" (figura 5.21).



Figura 5.21: Assistente de Adição de Impressora VI


5.3.5. Placa de Som


Para efectuarmos uma alteração na configuração da placa de som, devemos escolher a opção Placa de Som.


É então apresentado uma janela como na figura em que é identificada (ou não) a nossa placa de som.


Caso a sua placa não tenha sido identificada, para adicionar seleccione o separador "Adicionar placa de som". Insira no campo "Descrição" uma pequena descrição da sua placa de som, seleccione o módulo na lista "Módulo" e clique em "Adicionar".


Se por outro lado, o utilizador avançado do Linux Caixa Mágica pretender fazer uma configuração manual, então alguns conceitos devem ser dominados. O que de seguida se apresenta não deve ser necessário de realizar se a configuração pelo xLucas tiver decorrido sem incidentes. Os conceitos apresentados destinam-se a utilizadores avançados, pelo que se tiver a dar os primeiros passos, não se assuste e ignore as próximas linhas.



Figura 5.22: Configuração da Placa de Som

Cada placa de som necessita, tal como no Windows, que o Linux tenha um conjunto de código que lhe permita comunicar com o interface dessa placa (vulgo driver).


Em Linux não é comum ser chamado de driver, mas de módulo. Este módulo pode estar compilado directamente no Kernel (o centro do sistema operativo) ou ser carregado dinamicamente em tempo de execução. Isto é, quando é necessário.


Para saber, qual o driver que a sua placa de som necessita pode executar o comando:


/bin/snoop_xml --usefile cmHardware.conf SOUND0 MODULE


(o comando deve ser emitido todo na mesma linha)


O comando anterior serve para procurar nos ficheiros da Caixa Mágica pelo módulo correspondente à sua placa.




Figura 5.23: Adicionar Placa de Som

Se o comando não devolver nenhum resultado (por exemplo: snd-card-ali5451), então é porque a sua placa não foi detectada automaticamente. Deverá procurar em grupos de discussão pelo módulo da sua placa.


Depois de identificado o módulo necessário, pode experimentar carregá-lo no sistema através do comando (emitido como root):


modprobe -a nome_modulo


Pode verificar se o módulo foi bem inserido, listando todos os módulos carregados no sistema:


lsmod


Como os restantes comandos, também o anterior deve ser emitido como root. O comando lsmod deve retornar um output semelhante a:


Module Size Used by

snd-mixer-oss 4308 0 (autoclean)

snd-card-ali5451 12212 0

snd-pcm 28824 0 [snd-card-ali5451]

snd-timer 8064 0 [snd-pcm]

snd-ac97-codec 24352 0 [snd-card-ali5451]

snd-mixer 22704 0 [snd-mixer-oss]

snd 35212 1 [snd-card-ali5451]

soundcore 2564 1 [snd]

serial_cs 5484 0 (unused)

xirc2ps_cs 14236 0

ds 6568 2 [serial_cs xirc2ps_cs]

i82365 23328 2

pcmcia_core 46464 0 [xirc2ps_cs ds i82365]

serial 42484 0 (autoclean) [serial_cs]


Os módulos que lhe surgirão no seu ecrã serão diferentes dos aqui apresentados, variando consoante o hardware que fizer parte do seu PC.


Pode então testar a sua placa pondo, por exemplo, a tocar um MP3. Não se esqueça de verificar se o som na mesa de mistura não está no mínimo, como indicado na secção.


O comando modprobe não guarda informação sobre os módulos a carregar no próximo arranque do computador. Assim, se identificar que de facto precisa de carregar um módulo específico para que a sua placa de som funcione, deve guardar essa informação no ficheiro /etc/modules.conf.


Assim, edite o ficheiro e acrescente uma linha semelhante a esta, substituindo a última palavra pelo módulo da sua placa.


alias snd-card-0 snd-card-ali5451


Após ter gravado o ficheiro, mesmo que reinicie o seu computador o módulo será carregado no arranque do sistema.


Por fim, chamamos a atenção que as operações atrás apresentadas não são necessárias de realizar se utilizar o xLucas. Estas apenas se destinam aos utilizadores mais familiarizados com Linux e que não tenham conseguido resolver o problema através do xLucas.



5.3.5. Placa de Rede


A configuração da placa de rede segue a mesma lógica da placa de som. No caso de ter sido detectada correctamente, poderá alterar o módulo ou as opções da placa.



Figura 5.24: Configuração da Placa de Rede

No caso de a placa de rede não ter sido detectada na instalação, será necessário adicioná-la no ecrã "Adicionar placa de rede".


A forma mais expedita de reconhecer uma placa adicionada recentemente ao sistema é utilizar o xLucas -> Administração de Sistemas -> Hardware -> botão “Detecção Automática”.



A placa de rede também pode ser configurada manualmente no sistema, como foi indicado para a placa de som na secção 6.3.4.


A configuração manual só deve ser realizada por utilizadores com conhecimentos avançados.




Figura 5.25: Adicionar Placa de Rede


Caso utilize mais do que uma configuração de rede (por exemplo: em casa e no trabalho) existem alguns comandos que o poderão auxiliar na criação de perfis de rede para cada uma dessas situações.


Assim, para criar um novo perfil com a actual configuração do sistema, execute o comando abaixo numa consola:


cmcriaperfil <nome_do_perfil>


No campo “nome_do_perfil” escreva um nome que identifique o novo perfil (por exemplo: “casa”).


Para alterar o perfil de rede de modo a estar de acordo com o ambiente de trabalho (por exemplo: “emprego”), pode executar o comando:


cmmudaperfil <nome_do_perfil>


Ao mudar o perfil toda a configuração de rede será alterada de acordo com a configuração deste.


Caso não saiba quais os perfis existentes no seu computador, poderá listá-los executando o comando:


cmlistaperfis


Será apresentada uma lista com todos os perfis criados até ao momento.


Por último, no caso de querer apagar um determinado perfil basta executar o comando:


cmapagaperfil <nome_do_perfil>


Atenção, não poderá apagar um perfil activo, ou seja, que esteja a ser utilizado pelo sistema. Terá que mudar primeiro para um outro perfil antes de poder apagar o que se encontra activo.



5.4. Configurações de Rede


O terceiro conjunto de operações possíveis de ser realizadas através do xLucas são operações relacionadas com configurações de redes, seja rede local (LAN) ou Internet.


Neste conjunto temos três opções que irão constituir as subsecções a seguir apresentadas: Nome/Domínio, Rede Local e Internet.



5.4.1. Nome/Domínio


Nesta opção, apenas tem de indicar qual o nome que deseja dar ao seu computador e qual o seu domínio (figura 5.26).


Esta informação será utilizada por aplicações e pelo próprio sistema para referenciar o computador dentro de uma rede.



Figura 5.26: Configurações do nome e domínio do computador


5.4.2. Rede Local


Esta permite parametrizar-mos a rede local onde o nosso computador se insere.


No caso de não ter informação suficiente para configurar o seu computador, esclareça as suas dúvidas junto do administrador da sua rede.


Neste ecrã (figura 5.27) seleccione o interface de rede que pretende configurar e clique em "Editar".


No ecrã de detalhe da placa de rede pode escolher se quer ou não activar a placa, se pretende configurá-la através de DHCP e se é uma placa wireless.


Caso não tenha seleccionado "Configurar placa por DHCP", insira os endereços da placa e da máscara de rede nos campos respectivos. Por fim, clique em "Continuar". Ao voltar para o ecrã "Configuração da rede local", insira os endereços de gateway e DNS e clique de novo em "Aplicar".




Figura 5.27: Configurações de Rede

Se a sua placa de rede for uma placa wireless, seleccione a opção "Placa Wireless" e carregue no botão "Configurar". Aparecerá um novo ecrã para configurar o acesso a uma rede wireless (figura 5.29).



Figura 5.28: Configuração de uma placa de rede

Os campos a preencher neste ecrã são:



Após preencher estes campos carregue no botão "Aceitar".



Figura 5.29: Configuração de uma placa de rede wireless

Atenção, de volta ao ecrã de configuração da placa de rede, carregue em "Continuar" para que a opção "Placa Wireless" fique activa, caso contrário os dados configurados anteriormente apenas serão escritos no ficheiro de configuração, não serão transmitidos ao sistema.


Existem alguns comandos úteis para verificar se após a configuração a sua rede está operacional.


Para verificar se a placa de rede foi devidamente configurada, emita como root o seguinte comando:


ifconfig


O comando anterior, dar-lhe-á o resultado da configuração das placas (também chamadas de interface de rede):


eth1

Link encap:Ethernet HWaddr 00:10:A4:F3:70:34

inet addr:10.10.96.158 Bcast:10.10.96.255

UP BROADCAST RUNNING MULTICAST MTU:1500 Metric:1

RX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0

TX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0

collisions:0 txqueuelen:100

Interrupt:3 Base address:0x300


Se a sua placa estiver bem configurada, então o interface eth1 deverá aparecer. É vulgar que o interface lo (loopback device) também esteja presente.


No caso de a sua placa (eth1) não constar do resultado do comando, pode tentar forçar a sua inicialização emitindo o seguinte comando:


/etc/rc.d/network start


Após a emissão do comando, poderá voltar a testar recorrendo ao comando ifconfig.


Se a sua placa de rede estiver devidamente configurada (o que deve ser confirmado pelo ifconfig) mas continuar ser acesso a outros computadores, poderão existir outras duas fontes de problemas: o routeamento e o servidor de nomes.


Para verificar se o routeamento (routing) está a ser bem realizado, utilize o comando:


route -n


Este deverá devolver um resultado semelhante a este, mas com informação relativa à sua rede:


Destination

Gateway

Genmask

Flags

Metric

Ref

Use

Iface

10.10.96.0

0.0.0.0

255.255.255.0

U

0

0

0

eth1

127.0.0.0

0.0.0.0

255.0.0.0

U

0

0

0

lo

0.0.0.0

10.10.96.254

0.0.0.0

UG

0

0

0

eth1


O importante é existir pelo menos uma linha equivalente à primeira e à última. Esta define qual a porta de saída (gateway) do seu computador.


Quando tiver a sua rede configurada, experimente executar o comando:


traceroute ftp.caixamagica.pt


Este comando devolver-lhe-á todos os equipamentos de rede (routers e outros) que se encontram entre o seu computador e o servidor de FTP do Linux Caixa Mágica.



5.4.3. Acesso à Internet



5.4.3.1. Internet por Cabo




Caso possua Internet por caso, apenas tem de seleccionar a opção "Activar Internet por Cabo" e carregar em "Aplicar".

Figura 5.30: Ligação à Internet por Cabo

5.4.3.2. Internet por ADSL


A figura 6.31 apresenta-nos o ecrã de configuração de modems ADSL. Neste momento, os modems ADSL suportados pela Caixa Mágica são:


O modem Siemens Santis modelo #3 (número de série a terminar em 2002A) não é suportado.


Para configurar um destes modems, seleccione-o no campo "Modem" e carregue em "Configurar".



Figura 5.31: Ligação à Internet por ADSL


Os passos para configurar os modems ADSL são praticamente os mesmos, excepto para o Siemens Santis para o qual é necessário mais informação. O primeiro ecrã do configurador apenas contém um pequeno texto de boas-vindas (figura 6.32). Carregue em "Continuar" para prosseguir com a configuração.



Figura 5.32: Ligação à Internet por ADSL - Configurador I

A seguir insira o login fornecido pelo seu operador (ISP) e carregue em "OK" (figura 5.33).



Figura 5.33: Ligação à Internet por ADSL - Configurador II

No passo seguinte insira a palavra-passe (senha) fornecido pelo seu operador juntamente com o login e carregue em "OK" (figura 5.34).


Este é o último passo da configuração para os modems Alcatel Speedtouch e Octal.



Figura 5.34: Ligação à Internet por ADSL - Configurador III

No caso do Siemens Santis existem mais alguns passos. É necessário seleccionar qual o operador pelo qual se ligará (figura 5.35). Carregue em "OK".



Figura 5.35: Ligação à Internet por ADSL - Configurador IV

O ecrã seguinte irá mostrar quais os endereços de DNS (resolução de nomes) configurados para o seu modem (figura 5.36).


Caso o seu operador já tenha fornecido os endereços, volte ao ecrã anterior (selecção do operador) e seleccione a opção "Outro". Depois, no ecrã seguinte, insira os endereços de DNS.



Figura 5.36: Ligação à Internet por ADSL - Configurador V

Por último, seleccione o modelo do modem Siemens que está a configurar e carregue em "OK" (figura 6.37).


Uma vez configurado o seu modem ADSL, pode iniciar uma ligação carregando no botão "Iniciar/Terminar" no ecrã do xLucas (figura 5.31).


Se desejar, pode seleccionar a opção "Activar Internet por ADSL no arranque" para ligar o modem em cada arranque do seu computador.


Figura 5.37: Ligação à Internet por ADSL - Configurador VI


5.4.3.3. Internet por Linha Telefónica


A figura 5.38 apresenta-nos o ecrã de configuração de contas de Internet. Três botões ressaltam:



Figura 5.38: Ligação à Internet por Linha Telefónica

Se pretender adicionar uma nova conta, terá de carregar em "Adicionar" e, de seguida, introduzir os campos: Nome da ligação, Número de telefone, Username (nome do utilizador) e Password (palavra-passe). A figura 5.39 exemplifica-nos o ecrã de introdução dessa informação.



Figura 5.39: Adicionar Nova Ligação à Internet

Se quiser alterar uma conta de email, seleccione-a na janela principal (figura 5.39) e clique em "Editar". Após efectuar as alterações carregue em "Continuar".


5.5. Administração do Sistema


O último grande conjunto de operações possíveis de realizar através do xLucas são tarefas de administração de sistema.



5.5.1. Gestão de Utilizadores


Como podemos visualizar na figura 5.40, é neste menu que abordamos a gestão de utilizadores. Assim, torna-se possível adicionar um novo utilizador, evitando trabalhar com o superutilizador root.



Figura 5.40: Gestão de Utilizadores

O ecrã da figura 5.41 apresenta os campos que deverão ser preenchidos para adicionar o novo utilizador: Nome, Login, Password e a sua confirmação, e o Grupo ao qual irá pertencer.



Figura 5.41: Gestão de Utilizadores - Adicionar




5.5.2. Gestão de Grupo


Um utilizador quando inserido no sistema Linux Caixa Mágica é automaticamente associado ao grupo users.


Conforme a definição do administrador do sistema, pode-se modificar este grupo através da ferramenta Gestão de Grupos do xLucas (figura 5.42).


Tal como no caso dos utilizadores, aqui será pedido que se insira o nome do grupo a adicionar ao sistema Caixa Mágica.


É necessário introduzir alguns conceitos para se compreender a gestão de grupos.



Figura 5.42: Gestão de Grupos

Todos os ficheiros nos sistema Linux têm permissões de acesso, pois o sistema é idealizado para um ambiente de multiutilizadores e onde cada utilizador só deverá terá acesso aos ficheiros/directorias que lhe forem permitidos. O superutilizador (root) tem acesso livre a todos.


As permissões são dadas a um utilizador ou a um grupo.



Figura 5.43: Gestão de Grupos - Adicionar


5.5.3. Adicionar Programas


Nesta secção poderá instalar pacotes (software) que na altura da instalação não tenha sido instalado.


Ao carregar no ícone "Programas" no xLucas será aberto o Gestor de Pacotes Synaptic que lhe permitirá ver os pacotes que estão instalados no seu sistema e actualizá-los, e instalar outros quer a partir do CD da Caixa Mágica quer via Web.


Observando a figura 5.44 podemos ver o ambiente de trabalho do Synaptic.



Figura 5.44: Gestor de Pacotes Synaptic

No topo da janela encontram-se a barra de menus e a barra de ferramentas. Nesta última temos os seguintes botões:




Figura 5.45: Gestor de Pacotes Synaptic - Propriedades

Do lado esquerdo da janela existem opções de visualização dos pacotes. Quando a aplicação é aberta, os pacotes são mostrados ao utilizador de acordo com o estado destes (figura 5.46). Esta opção também pode ser activada carregando no botão "Estado" que se encontra em baixo.


Alguns dos estados possíveis são:



Figura 5.46: Gestor de Pacotes Synaptic - Estado

Para além do botão "Estado" também existem outros três: "Secções", "Procurar" e "Filtros à Medida".


Ao carregar no botão "Secções", serão visualizadas todas as categorias e sub-categorias de pacotes da Caixa Mágica. Ao seleccionar uma destas verá quais os pacotes instalados pertencentes a essa categoria. Seleccionando um pacote da lista, será mostrada uma breve explicação sobre o mesmo, como se pode ver na figura 5.47.



Figura 5.47: Gestor de Pacotes Synaptic - Secções


O botão "Procurar" permite visualizar as pesquisas que foram efectuadas (figura 5.48).



Figura 5.48: Gestor de Pacotes Synaptic - Procurar

O botão "Filtros à Medida" permite visualizar pacotes de acordo com determinados critérios (figura 5.49). Por exemplo, o critério "Mudanças Marcadas" permite ver quais os pacotes marcados para instalar (linhas verdes), para remover (linhas vermelhas) ou para actualizar (linhas amarelas).



Figura 5.49: Gestor de Pacotes Synaptic - Filtros à Medida

Voltando à descrição do ambiente de trabalho, do lado direito em cima encontra-se a listagem dos pacotes pesquisados. Aqui pode-se seleccionar um pacote quer para instalar, remover ou actualizar. Para isso basta clicar com o botão direito em cima do pacote e seleccionar uma das operações. Caso haja dependências entre pacotes, será lançado um aviso ao utilizador e estes pacotes também serão marcados.


Carregando com o botão esquerdo rato em cima do pacote será mostrada uma breve descrição do mesmo abaixo da lista de pacotes.



Figura 5.50: Gestor de Pacotes Synaptic - Repositórios

Este gestor de pacotes tem já alguns repositórios inseridos (figura 5.50) de modo a verificar via Web os estado dos pacotes actualmente instalados, ou seja, se existem ou não actualizações para estes pacotes. Para ver quais os repositórios já inseridos carregue em "Configurações" na barra de menus e de seguida em "Repositórios".


Caso pretenda adicionar outros repositórios carregue no botão "Novo" e insira os dados do novo repositório: URI, Distribuição e Secção(ões).


Se quiser instalar alguma pacote a partir do CD, então deve adicioná-lo primeiro como repositório para ter acesso aos pacotes. Assim, insira o CD da Caixa Mágica no leitor e clique no menu Editar -> Adicionar CD-ROM. Insira um nome que identifique o CD (pode manter o que é sugerido) e carregue em "OK" (figura 5.51).



Figura 5.51: Gestor de Pacotes Synaptic - Adicionar CD-ROM I

O CD-ROM será adicionado à lista de repositórios e já poderá, a partir deste momento, instalar um pacote a partir deste dispositivo (figura 5.52).



Figura 5.52: Gestor de Pacotes Synaptic - Adicionar CD-ROM II


Se pretender confirmar fora do xLucas que o pacote foi instalado, poderá executar o comando que lista todos os pacotes instalados:


rpm -qa


Como a lista é bastante extensa, pode utilizar o grep para filtrar pelo nome desejado:


rpm -qa | grep emacs




5.5.4. Detecção de Hardware


Neste ecrã o utilizador pode ver o hardware detectado no seu sistema (figura 5.53). Caso tenha instalado algum componente novo de hardware no seu computador e este não aparece neste ecrã, carregue no botão "Detecção Automática" para procurar de novo o hardware.



Figura 5.53: Detecção Automática de Hardware


5.5.5. Configuração de Serviços


Os serviços daemon são serviços que são lançados em modo standalone (isolado) e que ficam sempre em execução no sistema. Por esta razão não devem ser lançados pelo serviço “xinetd”, que também é um serviço daemon. Na figura 5.54 mostra qual os serviços existentes no sistema e qual o seu estado.



Figura 5.54: Serviços Daemon

Os serviços xinetd são serviços que são lançados pelo serviço “xinetd” (é esta a sua função). O objectivo do “xinetd” é, então, evitar que este tipo de serviços esteja sempre em execução mesmo que não estejam a ser utilizados. Também aqui poderá visualizar quais os serviços existentes e os respectivos estados (figura 5.55).


Qualquer alteração feita nestes ecrãs será reflectida no sistema logo após carregar no botão “Aplicar”. Tenha em atenção que ao seleccionar serviços xinetd estes só serão activados no sistema se o serviço daemon “xinetd” estiver activado.






Figura 5.55: Serviços Xinetd



5.5.6. Configuração de Bluetooth


Em primeiro lugar, deve ligar o dispositivo bluetooth ao seu computador para poder configurá-lo. De seguida, seleccione a opção "Activar bluetooth" e insira neste ecrã o código PIN. Este código será utilizado por outros dispositivos para validar a autenticação ao tentar estabelecer uma ligação com este.




Figura 5.56: Configuração Bluetooth


5.5.7. Actualizações Automáticas de Pacotes


Neste ecrã pode configurar a actualização automática de pacotes (figura 5.57). Ou seja, pode dizer ao seu sistema para regularmente verificar se existem versões mais recentes dos pacotes instalados e, caso haja, actualizá-los.


Para tal, seleccione a opção "Actualizar automaticamente os pacotes instalados" e insira o username e password válidos de cliente da Caixa Mágica. Indique também a hora e o(s) dia(s) da semana a que será feita a actualização.


Se desejar receber um relatório com o resultado da actualização (isto é, se existiam pacotes a actualizar e quais) seleccione a opção "Enviar Relatório" e escreva o seu endereço de email.


Por último carregue no botão "Aplicar".






Figura 5.57: Actualização Automática de Pacotes


Caso o seu operador tenha indicado a utilização de um proxy para aceder à Internet, carregue em "Proxy". Na janela de configuração deste (figura 5.58) seleccione a opção "Configurar servidor proxy", insira os dados fornecidos pelo seu operador nos respectivos campos ("Username", "Password", "Proxy", "Porta") e carregue em "Continuar".



Figura 5.58: Configuração de Servidor Proxy






6. Glossário

Gestor de Janelas - O gestor de janelas (Windows Manager) é aplicação responsável pela gestão das várias aplicações gráficas, a forma como estas se comportam no desktop e como se relacionam entre si. Exemplos de gestores de janelas: FVWM95, Window Maker, KWM, Enlightment, etc...


Imagem - O termo "imagem" - no contexto da disquete de arranque - tem como significado o ficheiro que irá ser copiado para dentro da disquere e que é uma imagem de um pequeno sistema operativo.


GRUB - O GRUB (GRand Unified Bootloader) é um programa que no arranque do computador oferece a possibilidade ao utilizador de escolher entre o sistema operativo com que deseja encontrar dentro dos que este tem instalado no computador. Existem outros programas com a mesma função como o LOADLIN (para DOS) ou o LILO (LInux LOader).


Licas - O Licas ([L]icas é o [I]nstalador de [C]onfiguração e [A]rranque do [S]istema) é o instalador da Caixa Mágica desenvolvido em modo texto. Concretamente, implementado sobre a biblioteca Newt.


Login - O termo Login pode ser aplicado em dois sentidos. Login é a palavra que serve de identificação de entrada no sistema. Mas, por outro lado, Login também é o acto de entrar no sistema após a validação correcta da senha (password).


Lucas - O Lucas ([L]ucas é o [U]tilitário de [C]onfiguração de [A]dministração de [S]istema) é programa que permite ao utilizador com privilégios especiais (root) configurar o sistema a partir desta aplicação modo texto.


xLicas - é a versão modo gráfico (X) do Licas.


Linux - O Linux é um Sistema Operativo. Mais concretamente, é o "kernel" (núcleo) que faz o interface erntre a máquina (hardware) e as aplicações (software).


Ponto de montagem - O ponto de montagem, ou mounting point, informa-nos sobre o local onde uma partição irá ser montada. No Linux todas as partições e dispositivos encontram-se disponíveis sob a forma de directorias dispostas numa única árvore. Assim, não existe a noção de drive A: ou C:, mas antes de directorias. A drive de disquetes encontra-se geralmente "montada" (isto é, disponível) em "/media/floppy" e o CD-ROm em "/media/cdrom", na mesme árvire de directorias.


Partição - Esta é uma parte autónoma do disco rígido, sendo este composto por uma ou mais partições, primárias ou extendidas. O número máximo de partições primárias por disco é de quatro. Um sistema operativo tem de ser instalado numa partição primária.





7. Anexos

7.1. Licença GPL


O software desenvolvido no âmbito do Linux Caixa Mágica encontra-se sob licença GPL.

Antes de o utilizar, leia cuidadosamente as condições abaixo apresentadas.



GNU GENERAL PUBLIC LICENSE



Version 2, June 1991

Copyright (C) 1989, 1991 Free Software Foundation, Inc.  
59 Temple Place - Suite 330, Boston, MA  02111-1307, USA

Everyone is permitted to copy and distribute verbatim copies
of this license document, but changing it is not allowed.

Preamble


The licenses for most software are designed to take away your freedom to share and change it. By contrast, the GNU General Public License is intended to guarantee your freedom to share and change free software--to make sure the software is free for all its users. This General Public License applies to most of the Free Software Foundation's software and to any other program whose authors commit to using it. (Some other Free Software Foundation software is covered by the GNU Library General Public License instead.) You can apply it to your programs, too.

When we speak of free software, we are referring to freedom, not price. Our General Public Licenses are designed to make sure that you have the freedom to distribute copies of free software (and charge for this service if you wish), that you receive source code or can get it if you want it, that you can change the software or use pieces of it in new free programs; and that you know you can do these things.

To protect your rights, we need to make restrictions that forbid anyone to deny you these rights or to ask you to surrender the rights. These restrictions translate to certain responsibilities for you if you distribute copies of the software, or if you modify it.

For example, if you distribute copies of such a program, whether gratis or for a fee, you must give the recipients all the rights that you have. You must make sure that they, too, receive or can get the source code. And you must show them these terms so they know their rights.

We protect your rights with two steps: (1) copyright the software, and (2) offer you this license which gives you legal permission to copy, distribute and/or modify the software.

Also, for each author's protection and ours, we want to make certain that everyone understands that there is no warranty for this free software. If the software is modified by someone else and passed on, we want its recipients to know that what they have is not the original, so that any problems introduced by others will not reflect on the original authors' reputations.

Finally, any free program is threatened constantly by software patents. We wish to avoid the danger that redistributors of a free program will individually obtain patent licenses, in effect making the program proprietary. To prevent this, we have made it clear that any patent must be licensed for everyone's free use or not licensed at all.

The precise terms and conditions for copying, distribution and modification follow.



TERMS AND CONDITIONS FOR COPYING, DISTRIBUTION AND MODIFICATION


0. This License applies to any program or other work which contains a notice placed by the copyright holder saying it may be distributed under the terms of this General Public License. The "Program", below, refers to any such program or work, and a "work based on the Program" means either the Program or any derivative work under copyright law: that is to say, a work containing the Program or a portion of it, either verbatim or with modifications and/or translated into another language. (Hereinafter, translation is included without limitation in the term "modification".) Each licensee is addressed as "you".

Activities other than copying, distribution and modification are not covered by this License; they are outside its scope. The act of running the Program is not restricted, and the output from the Program is covered only if its contents constitute a work based on the Program (independent of having been made by running the Program). Whether that is true depends on what the Program does.

1. You may copy and distribute verbatim copies of the Program's source code as you receive it, in any medium, provided that you conspicuously and appropriately publish on each copy an appropriate copyright notice and disclaimer of warranty; keep intact all the notices that refer to this License and to the absence of any warranty; and give any other recipients of the Program a copy of this License along with the Program.

You may charge a fee for the physical act of transferring a copy, and you may at your option offer warranty protection in exchange for a fee.

2. You may modify your copy or copies of the Program or any portion of it, thus forming a work based on the Program, and copy and distribute such modifications or work under the terms of Section 1 above, provided that you also meet all of these conditions:

  1. a) You must cause the modified files to carry prominent notices stating that you changed the files and the date of any change.

  2. b) You must cause any work that you distribute or publish, that in whole or in part contains or is derived from the Program or any part thereof, to be licensed as a whole at no charge to all third parties under the terms of this License.

  3. c) If the modified program normally reads commands interactively when run, you must cause it, when started running for such interactive use in the most ordinary way, to print or display an announcement including an appropriate copyright notice and a notice that there is no warranty (or else, saying that you provide a warranty) and that users may redistribute the program under these conditions, and telling the user how to view a copy of this License. (Exception: if the Program itself is interactive but does not normally print such an announcement, your work based on the Program is not required to print an announcement.)

These requirements apply to the modified work as a whole. If identifiable sections of that work are not derived from the Program, and can be reasonably considered independent and separate works in themselves, then this License, and its terms, do not apply to those sections when you distribute them as separate works. But when you distribute the same sections as part of a whole which is a work based on the Program, the distribution of the whole must be on the terms of this License, whose permissions for other licensees extend to the entire whole, and thus to each and every part regardless of who wrote it.

Thus, it is not the intent of this section to claim rights or contest your rights to work written entirely by you; rather, the intent is to exercise the right to control the distribution of derivative or collective works based on the Program.

In addition, mere aggregation of another work not based on the Program with the Program (or with a work based on the Program) on a volume of a storage or distribution medium does not bring the other work under the scope of this License.

3. You may copy and distribute the Program (or a work based on it, under Section 2) in object code or executable form under the terms of Sections 1 and 2 above provided that you also do one of the following:

  1. a) Accompany it with the complete corresponding machine-readable source code, which must be distributed under the terms of Sections 1 and 2 above on a medium customarily used for software interchange; or,

  2. b) Accompany it with a written offer, valid for at least three years, to give any third party, for a charge no more than your cost of physically performing source distribution, a complete machine-readable copy of the corresponding source code, to be distributed under the terms of Sections 1 and 2 above on a medium customarily used for software interchange; or,

  3. c) Accompany it with the information you received as to the offer to distribute corresponding source code. (This alternative is allowed only for noncommercial distribution and only if you received the program in object code or executable form with such an offer, in accord with Subsection b above.)

The source code for a work means the preferred form of the work for making modifications to it. For an executable work, complete source code means all the source code for all modules it contains, plus any associated interface definition files, plus the scripts used to control compilation and installation of the executable. However, as a special exception, the source code distributed need not include anything that is normally distributed (in either source or binary form) with the major components (compiler, kernel, and so on) of the operating system on which the executable runs, unless that component itself accompanies the executable.

If distribution of executable or object code is made by offering access to copy from a designated place, then offering equivalent access to copy the source code from the same place counts as distribution of the source code, even though third parties are not compelled to copy the source along with the object code.

4. You may not copy, modify, sublicense, or distribute the Program except as expressly provided under this License. Any attempt otherwise to copy, modify, sublicense or distribute the Program is void, and will automatically terminate your rights under this License. However, parties who have received copies, or rights, from you under this License will not have their licenses terminated so long as such parties remain in full compliance.

5. You are not required to accept this License, since you have not signed it. However, nothing else grants you permission to modify or distribute the Program or its derivative works. These actions are prohibited by law if you do not accept this License. Therefore, by modifying or distributing the Program (or any work based on the Program), you indicate your acceptance of this License to do so, and all its terms and conditions for copying, distributing or modifying the Program or works based on it.

6. Each time you redistribute the Program (or any work based on the Program), the recipient automatically receives a license from the original licensor to copy, distribute or modify the Program subject to these terms and conditions. You may not impose any further restrictions on the recipients' exercise of the rights granted herein. You are not responsible for enforcing compliance by third parties to this License.

7. If, as a consequence of a court judgment or allegation of patent infringement or for any other reason (not limited to patent issues), conditions are imposed on you (whether by court order, agreement or otherwise) that contradict the conditions of this License, they do not excuse you from the conditions of this License. If you cannot distribute so as to satisfy simultaneously your obligations under this License and any other pertinent obligations, then as a consequence you may not distribute the Program at all. For example, if a patent license would not permit royalty-free redistribution of the Program by all those who receive copies directly or indirectly through you, then the only way you could satisfy both it and this License would be to refrain entirely from distribution of the Program.

If any portion of this section is held invalid or unenforceable under any particular circumstance, the balance of the section is intended to apply and the section as a whole is intended to apply in other circumstances.

It is not the purpose of this section to induce you to infringe any patents or other property right claims or to contest validity of any such claims; this section has the sole purpose of protecting the integrity of the free software distribution system, which is implemented by public license practices. Many people have made generous contributions to the wide range of software distributed through that system in reliance on consistent application of that system; it is up to the author/donor to decide if he or she is willing to distribute software through any other system and a licensee cannot impose that choice.

This section is intended to make thoroughly clear what is believed to be a consequence of the rest of this License.

8. If the distribution and/or use of the Program is restricted in certain countries either by patents or by copyrighted interfaces, the original copyright holder who places the Program under this License may add an explicit geographical distribution limitation excluding those countries, so that distribution is permitted only in or among countries not thus excluded. In such case, this License incorporates the limitation as if written in the body of this License.

9. The Free Software Foundation may publish revised and/or new versions of the General Public License from time to time. Such new versions will be similar in spirit to the present version, but may differ in detail to address new problems or concerns.

Each version is given a distinguishing version number. If the Program specifies a version number of this License which applies to it and "any later version", you have the option of following the terms and conditions either of that version or of any later version published by the Free Software Foundation. If the Program does not specify a version number of this License, you may choose any version ever published by the Free Software Foundation.

10. If you wish to incorporate parts of the Program into other free programs whose distribution conditions are different, write to the author to ask for permission. For software which is copyrighted by the Free Software Foundation, write to the Free Software Foundation; we sometimes make exceptions for this. Our decision will be guided by the two goals of preserving the free status of all derivatives of our free software and of promoting the sharing and reuse of software generally.



NO WARRANTY

11. BECAUSE THE PROGRAM IS LICENSED FREE OF CHARGE, THERE IS NO WARRANTY FOR THE PROGRAM, TO THE EXTENT PERMITTED BY APPLICABLE LAW. EXCEPT WHEN OTHERWISE STATED IN WRITING THE COPYRIGHT HOLDERS AND/OR OTHER PARTIES PROVIDE THE PROGRAM "AS IS" WITHOUT WARRANTY OF ANY KIND, EITHER EXPRESSED OR IMPLIED, INCLUDING, BUT NOT LIMITED TO, THE IMPLIED WARRANTIES OF MERCHANTABILITY AND FITNESS FOR A PARTICULAR PURPOSE. THE ENTIRE RISK AS TO THE QUALITY AND PERFORMANCE OF THE PROGRAM IS WITH YOU. SHOULD THE PROGRAM PROVE DEFECTIVE, YOU ASSUME THE COST OF ALL NECESSARY SERVICING, REPAIR OR CORRECTION.

12. IN NO EVENT UNLESS REQUIRED BY APPLICABLE LAW OR AGREED TO IN WRITING WILL ANY COPYRIGHT HOLDER, OR ANY OTHER PARTY WHO MAY MODIFY AND/OR REDISTRIBUTE THE PROGRAM AS PERMITTED ABOVE, BE LIABLE TO YOU FOR DAMAGES, INCLUDING ANY GENERAL, SPECIAL, INCIDENTAL OR CONSEQUENTIAL DAMAGES ARISING OUT OF THE USE OR INABILITY TO USE THE PROGRAM (INCLUDING BUT NOT LIMITED TO LOSS OF DATA OR DATA BEING RENDERED INACCURATE OR LOSSES SUSTAINED BY YOU OR THIRD PARTIES OR A FAILURE OF THE PROGRAM TO OPERATE WITH ANY OTHER PROGRAMS), EVEN IF SUCH HOLDER OR OTHER PARTY HAS BEEN ADVISED OF THE POSSIBILITY OF SUCH DAMAGES.



END OF TERMS AND CONDITIONS



7.2. Condições de suporte do Linux Caixa Mágica 10 Pro



7.2.1. Suporte via Web


O suporte é dado num período máximo de 48 horas durante os dias úteis e limitado a 10 incidentes (sequência de 10 perguntas-repostas).

As respostas podem ser consultadas na área personalizada da Rede de Conhecimento.

O suporte inclui respostas a:


O suporte não inclui respostas a:

A equipa do Linux Caixa Mágica não pode assegurar a eficácia das respostas na resolução do problema.



7.2.2. Suporte via Telefone



O suporte é dado no período:
- 9:30 às 13:00
- 14:30 às 18:00
de dias úteis.

O limite do suporte telefónico é de 30 minutos, válido durante os 60 dias seguintes à aquisição do produto (validado pela data do recibo do mesmo).
As respostas podem ser consultadas na área personalizada da Rede de Conhecimento.

O suporte inclui respostas a:

O suporte não inclui respostas a:

A equipa do Linux Caixa Mágica não pode assegurar a eficácia das respostas na resolução do problema.



8. Índice remissivo

A

adsl 41, 44, 62, 64

arranque 22-25, 33, 37-39, 44-47, 51, 55-58, 60, 65, 67, 177-179, 183, 184, 196, 207, 224

arranque de sistema 177

B

BIOS 23, 24

bluetooth 220

C

cm.conf 176

cmapagaperfil 199

cmcriaperfil 198

cmHardware.conf 176, 194

cmlistaperfis 199

cmModules.conf 176

cmmudaperfil 198

D

DHCP 41, 42, 62, 63, 200

disquete de arranque 45-47, 60, 177, 183, 184, 224

F

Firefox 84, 119, 144-147

fuso horário 30, 87, 177, 181, 182

G

GPL 226

GRUB 37-39, 45, 55-57, 60, 179, 180, 183, 184, 224

H

hardware 41, 61, 176, 196, 218, 224

K

KDE 70, 74, 76-80, 84, 85, 88-93, 99, 100, 102, 104, 110, 127, 134, 147

KDM 74, 77

kernel 224, 229

L

Licas 22, 24-32, 34-66, 74, 224

linguagem 177, 181

Login 68, 73, 74, 178, 210, 224

Lucas 44, 49, 65, 70-72, 84, 87, 118-120, 175-179, 183, 186, 193, 196, 199, 207, 209, 211, 212, 218, 224, 233, 234

M

MBR 38, 45, 56, 60

modem 41, 43, 44, 62, 64, 65, 128, 140, 141, 188, 189, 205-207

módulo 176, 193-197

P

partição 33-36, 38, 39, 50-58, 180, 225

particionamento 32, 50, 51

partições 31-37, 50-55, 101, 225

placa de som 193, 194, 196, 197

ponto de montagem 34, 36, 39, 52-54, 58, 225

R

rede local 41, 62, 128, 199, 200

S

serviços 138, 150, 219

sistema de ficheiros 34, 52

Synaptic 212-217

T

teclado 26, 29, 30, 49, 99, 187

Thunderbird 84, 130, 131, 136

tipo de instalação 26, 31, 55

W

Window Maker 76, 77, 224

wireless 200-202

X

X-Windows 74, 179, 184, 185

xLicas 22, 25, 47-66, 74, 224

xLucas 44, 49, 65, 70-72, 84, 87, 118-120, 175-179, 183, 186, 193, 196, 199, 207, 209, 211, 212, 218, 233, 234




1- As informações dadas para CD são totalmente aplicáveis a DVD.

2 Tudo em minúsculas

3 xLucas – x [L]ucas é o [U]tilitário de [C]onfiguração e [A]dministração de [S]istema

4 O xLucas será explicado em detalhe num outro capítulo

5 Ver glossário

6 Mais tarde, será explicado o verdadeiro significado desta expressão.

7 Ver glossário

8 O sítio do XFree pode ser acedido através da morada http://www.xfree86.org

9 O sítio do KDE pode ser acedido através da morada http://www.kde.org

10 O sítio do KDE pode ser acedido através da morada http://www.gnome.org

11 Vulgarmente apelidado de System Tray

12 O sítio do projecto Mozilla pode ser acedido através da morada http://www.mozilla.org

13 A rede de servidores de newsgroups interligados chama-se USENET

14 FTP – File Transfer Protocol